Incêndio no Museu Nacional é o terceiro da gestão do reitor da UFRJ

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Antes do incêndio que destruiu o Museu Nacional neste domingo (2), a gestão do reitor Roberto Leher – um dos fundadores do PSOL – também presenciou incêndios no alojamento dos estudantes e na própria reitoria da instituição de ensino.

O trágico incêndio que consumiu o Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, destruindo duzentos anos de história recém-completados e a maior parte de um acervo de cerca de 20 milhões de itens, não está sozinho nos últimos anos.

É o terceiro nas instalações mantidas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro na gestão de Roberto Leher.

Em outubro de 2016, um incêndio aconteceu nas dependências da própria reitoria, atingindo o oitavo andar do prédio, que fica na Ilha do Fundão, Zona Norte do Rio. No ano seguinte, em agosto, o alojamento dos estudantes, no mesmo campus, também foi afetado pelo fogo, deixando quatro feridos. Segundo a própria UFRJ, a parte atingida “nunca passou por uma reforma de estrutura”.

Roberto Leher se graduou em Biologia pela UFRJ em 1984, tem mestrado em Educação pela Universidade Federal Fluminense e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo. Premiado em 2014 com a medalha Pedro Ernesto, ele já foi presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFRJ de 1997 a 1999 e do sindicato nacional dos professores de instituições de ensino superior, o Andes-SN, entre 2000 e 2002.

O professor e ex-líder sindical é também um dos fundadores do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Em janeiro de 2017, a Procuradoria da República entrou com uma ação contra ele e a presidente do Centro Acadêmico de Engenharia da UFRJ, Thais Rachel George Zacharia, por prática de improbidade administrativa pela promoção de atos de natureza político-partidária dentro da universidade.

O motivo da ação eram atos contra o impeachment de Dilma Rousseff: o encontro UFRJ em Defesa dos Direitos Sociais, Políticos e Democráticos, em 29 de março de 2016, e a ida da própria ex-presidente à universidade, já afastada do cargo. Os acusados foram absolvidos em maio de 2017.

 

Adaptado da fonte Boletim da Liberdade

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