Indignação com matéria vergonhosa da Folha de S. Paulo

Twitter
Facebook
Google+
LinkedIn
Pinterest

A matéria do jornalista Rogério Pagnan intitulada “PM Juliane teve últimos momentos com bebida, beijos e dança” foi publicada na tarde desta quinta-feira (9) pela Folha.

A forma como o jornal Folha de S. Paulo lidou com a morte da policial militar Juliane, assassinada na favela de Paraisópolis, em São Paulo, ultrapassou os limites da decência.

Conforme notado pelo analista político Flavio Morgenstern no Senso Incomum, a Folha “ultrapassa quase todo dia o limite aceitável do que é transformar o seu jornalismo em propaganda ideológica em busca de revolucionar a sociedade e forçar com que todos aceitem as pautas do PSOL e do PSTU”, mas o ocorrido nesta quinta-feira (9) chocou até a audiência mais esquerdista.

A revolta do público no Twitter foi tão grande que, até o momento da produção desta matéria, a publicação da Folha conta com 5,6 mil comentários e apenas 144 retuítes. A maior parte das menções são duras críticas ao jornal.

“A Folha de S. Paulo é um covil de marginais, e o repórter responsável pela matéria é um vagabundo!”, disse o escritor Flávio Gordon.

“Foram atualizadas as definições de repugnância. Que reportagem asquerosa”, declarou o também escritor Flávio Quintela.

“Não, os últimos momentos dela foram de terror. Que matéria baixa, que falta de respeito com a família dela. Vocês são desprezíveis”, esbravejou o usuário Rodrigo Salgueiro.

Os três comentários acima apresentam uma clara perspectiva do nível de indignação dos usuários com a matéria da Folha.

Entretanto, de forma surpreendente, muitas críticas também foram emitidas por jornalistas da grande mídia, como pode ser observado logo abaixo.

Ainda de acordo com a matéria do Flavio Morgenstern:

Impossível não lembrar do tratamento dispensável a outra mulher negra, oriunda da favela, homossexual e assassinada recentemente: a vereadora do PSOL Marielle Franco, que causou o maior rebu na mídia, uma encheção insuportável sobre ser um “ataque à democracia”, declarações sem fim de organizações internacionais como a ONU (que não parece ter dado um pio sobre a PM Juliane), capas de revista e faniquitos de organizações de esquerda exigindo apuração imediata e punição exemplar, achando que conseguiriam amealhar algum lucrinho eleitoral com a manobra.

Alguém, por acaso, investigou a vida sexual de Marielle Franco e a expos em público para mostrar como foram Seuss últimos momentos? Ou o “machismo” contra negras, homossexuais e de origem humilde está liberado se a vítima for policial?

Rogério Pagnan, em seu mistifório travestido de jornalismo na Folha, diz que PM Juliane “cometeu um erro de procedimento” ao reagir ao assalto e exigir o celular roubado de volta. Sim, foi: mas tente imaginar o que seria alguém dizer que Marielle Franco cometeu um “erro de procedimento” em qualquer coisa e entenderá o que está em jogo: uma manipulação da Janela de Overton, daquilo que é considerado “aceito” pela sociedade, apenas porque grandes figurões aceitam. Afinal, a polícia é sempre vilã. E comunistas são sempre heróis.

Twitter
Facebook
Google+
LinkedIn
Pinterest

Isso também pode te interessar

Deixe seu comentário

Anunciante
e-consulters
Parceiro

Assine nossa Newsletter!

Preencha o formulário para assinar.

Nome Email
newsletter

Últimas publicações