Influenciadores digitais do PT foram pagos para criticar Bolsonaro

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TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Os influenciadores digitais envolvidos no esquema irregular de propaganda eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT) também receberam para falar mal do candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro.

Depois de algum tempo, porém, a prática foi suspensa e o foco ficou sendo a divulgação de candidatos petistas.

O projeto teria iniciado com um cunho noticioso, para replicar pautas positivas nas redes sociais. Os vários jornalistas contratados pela empresa cuidavam tanto da curadoria quanto da produção de conteúdo.

Dias atrás, no dia 17 de dezembro, vários meses após a publicação desta matéria, a empresária Joyce Falette admitiu ao Ministério Público Eleitoral ter recebido ordens do deputado Miguel Corrêa (PT-MG) para impulsionar ilegalmente conteúdo favorável a candidatos petistas durante a eleição deste ano.

Segundo a empresária, o esquema de propaganda ilegal teria atingido 10 milhões de internautas durante a campanha.

O deputado petista Miguel Corrêa, pivô do esquema de compra de elogios, tornou-se alvo de uma ação do MP eleitoral por abuso de poder econômico, conforme noticiou a RENOVA.

Uma parte do time era responsável por recolher notícias positivas sobre as candidaturas, fazendo o clipping de grandes veículos da imprensa. Os textos eram inseridos no aplicativo, com a indicação da fonte da notícia, e a reverberação deles era tarefa dos influenciadores que participavam do game.

O Antagonista reproduziu informações do jornal alemão “Deutsche Welle” (DW), que conversou com um dos influenciadores financiados petistas:

Por orientação interna, os jornalistas da Fórmula Tecnologia começaram a investir em matérias que falavam bem do candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva, que tinha seu próprio aplicativo, o Brasil Feliz de Novo, mesmo nome de sua coligação.

Começaram também a produzir pautas contrárias a Jair Bolsonaro, que concorre à Presidência pelo PSL. Pouco tempo depois, outra orientação interna vetou o tema.

Em matéria publicada pela “Folha de S.Paulo” no dia 21 de dezembro, a jornalista Carolina Linhares detalha emails entregues por uma dessas influenciadoras, Danieli Moreira, ao Ministério Público Federal de São Paulo.

Nenhuma das postagens identificam terem sido pagas ou contratadas, o que é proibido pela legislação eleitoral. Danieli recebeu uma promessa de pagamento de R$ 2.000 por mês, conforme noticiou a RENOVA.

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