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Inquérito das fake news no STF: Bolsonaro e aliados podem ser alvos

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Inquerito das fake news no STF Bolsonaro e aliados podem ser alvos
Imagem: Reprodução/Presidência | Divulgação/STF
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Moro deixou o cargo dizendo que Bolsonaro estava preocupado com inquérito no STF.

Em seu discurso de demissão, em Brasília, na última sexta-feira (24), o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, alegou ter sido pressionado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, para obter informações sigilosas e trocar o comando da Polícia Federal (PF).

De acordo com Moro, Bolsonaro estava preocupado com investigações correndo no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fake news e atos antidemocráticos.

Horas mais tarde, Moro enviou prints de conversas privadas com Bolsonaro e com a deputada federal Carla Zambelli à emissora Rede Globo, que as exibiu no “Jornal Nacional”. 

Em conversa no WhatsApp, Bolsonaro envia a Moro uma matéria sobre uma investigação da PF contra deputados bolsonaristas supostamente conectados com a organização de protestos recentes, que foram classificados pela maior parte das autoridades como antidemocráticos.

O texto do jornalista Merval Pereira, do O Globo, diz que o STF “já tem uma relação de 10 a 12 deputados bolsonaristas, mais empresários, que tiveram o sigilo quebrado e a Polícia Federal estava a ponto de fazer busca e apreensão em seus endereços”.

Moro responde ao chefe do Executivo alertando que a investigação em questão era o “Inquérito do Alexandre”, em referência ao controverso inquérito aberto pelo presidente do STF, Dias Toffoli, e gerido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Pedido de impeachment de Toffoli e Moraes será protocolado na terça
Imagem: Reprodução/Twitter

O inquérito das fake news foi aberto em março do ano passado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que determinou a apuração de uma suposta máquina de difamação que atingia a “honra” e a “segurança” dos ministros.

A segunda investigação, mencionada por Bolsonaro na mensagem a Moro, começou com um pedido recente do procurador-geral Augusto Aras à Corte para que sejam identificados os responsáveis pela organização de atos contra a democracia.

O ministro Alexandre de Moraes está à frente dos dois inquéritos no Supremo. Cinco delegados da PF foram convocados para conduzir a coleta de provas para as duas investigações.

Como noticiou a RENOVA, no mesmo dia em que Moro pediu demissão, Moraes blindou os delegados escolhidos a dedo por ele.

De acordo com as autoridades, o presidente Jair Bolsonaro não é investigado nos inquéritos.Também não há um prazo determinado para conclusão das investigações, que correm em sigilo.

Em reportagens recentes, jornais da imprensa brasileira apontaram que o inquérito sigiloso conduzido pelo STF identificou o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Bolsonaro, como um dos articuladores de um esquema criminoso de fake news.

Em mensagem no Twitter, citando uma matéria do portal UOL, Carlos rebateu as acusações:

“Esquema criminoso de… NOTÍCIAS FALSAS. O nome em si já é uma piada completa! Corrupção, tráfico, lavagem, licitações? Não! E notaram que nunca falam que notícias seriam essas? É muito mais fácil apontar manipulação feita pela grande mídia. Matéria lixo!”

O vereador acrescentou:

“Não é necessário esquema de notícia pra falar o que penso sobre drácula, amante, botafogo, nervosinho, aproveitadores, sabotadores, ou sobre quem quer que seja! Há quem faça isso, e são aqueles que mais acusam. Sabemos quem é amiguinho dos jornalistas que direcionam ataques!”

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