Interventor federal ataca espinha dorsal do crime organizado no Rio

O sistema penitenciário tem sido o principal foco do general Walter Braga Netto, o interventor federal na Segurança do Rio de Janeiro.

Desde que assumiu, o oficial publicou 92 atos administrativos no Diário Oficial, sendo que mais da metade, 47, foi para reestruturar a Secretaria Especial de Administração Penitenciária (Seap).

De acordo com informações do jornal O Globo:

Um decreto baixado por ele na última quinta-feira deu início a uma mudança inédita na gestão dos presídios, que já está sendo criticado por especialistas. Com a medida, cerca de 3,8 mil presidiários, de um total de 51 mil, serão transferidos para diferentes unidades até sexta-feira.

A reorganização desses detentos só se tornou possível porque o decreto elimina uma distinção que havia entre as unidades do sistema. Doze delas serão afetadas. Antes classificadas como “penitenciárias” ou “cadeias públicas”, elas agora serão “presídios.” Dentro desta nova denominação, as carceragens poderão receber tanto presos provisórios quanto condenados.

O Antagonista demonstrou entusiasmo ao falar sobre o tema:

O general Braga Netto, responsável pela intervenção no Rio, está quebrando a espinha dorsal do crime organizado: a organização das facções dentro dos presídios.

Em vez de construir mais cadeias, Braga Netto está investindo na gestão, reclassificando penitenciárias e cadeias públicas como presídios, e promovendo diversas transferências de detentos.

O trabalho de transferência está envolvendo, desde a manhã de sexta-feira, uma frota de mais de dez caminhões e ônibus de transporte de presos e cerca de cem agentes penitenciários.

Presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Estado do Rio, Gutembergue de Oliveira disse ao jornal que a movimentação irá mexer com as três principais facções criminosas que atuam nos presídios.

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia