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OPINIÃO: A Invasão Islâmica da Europa

Muito se fala sobre o perigo que o terrorismo já causou em diversos ataques pela Europa. Porém, pouco se fala sobre as causas…

É importante entender, que os consecutivos ataques por imigrantes advindos de diversos países, sejam eles do Oriente Médio ou de partes da África e Ásia, são consequência de fatos historicamente datados e documentados por até, centenas de anos, entre experiências tanto boas como ruins trocadas entre os europeus e os muçulmanos.

São muitas as causas que provocaram essa incessante onda de imigração aos países da Europa Ocidental, dentre elas a fome, as péssimas condições humanitárias e, é claro, a guerra.

É óbvio que, o terrorismo por parte de grupos extremistas como a Al Qaeda e o Estado Islâmico tem grande influência na imigração e nos atentados, mas este assunto pode render um artigo separado. Por hora, focaremos apenas em como a imigração rendeu um “efeito dominó” em diversas partes da Europa.

Membros do Estado Islâmico tomam como reféns prisioneiros de guerra.

É a maior onda migratória e consequente crise humanitária enfrentada pela Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, é uma “crise mundial que necessita de resposta europeia”.

Os ataques:

Muitos se perguntam o motivo de a França ter se tornado um alvo mais constante dos ataques terroristas em relação aos demais países da Europa (de 2015 até 2017 foram 4 ataques em território Francês; (1 em Saint-Quentin-Fallavier, 1 em Nice e 2 na capital Paris)

Especialistas apontam que o motivo está associado ao fato de o país ser um ícone da filosofia ocidental e ter como bandeiras a liberdade, o igualitarismo, a democracia e os valores sociais — princípios esses que os terroristas abominam e acreditam estarem sendo impostos ao mundo Islâmico.

Outras razões podem ter sido a questão de o governo francês ter adotado várias medidas que não foram muito bem recebidas pelos extremistas. Entre elas está a proibição do uso de véus sobre o rosto ou indumentárias que cobrissem a totalidade do corpo em locais públicos no país, sobretudo as ações militares no exterior, especialmente na Líbia e no Mali, onde as tropas francesas conduziram uma das maiores ofensivas contra o Estado Islâmico fora da Síria e do Iraque.

“Motivados” por estes fatos em 2014 o Estado Islâmico divulgou uma mensagem em língua Francesa no qual incentivava os seus “seguidores” no país a matar cidadãos americanos, australianos, canadenses e, principalmente europeus ou qualquer outro “descrente” inclusive de países que formavam a coalizão para combater o ISIS, e na mensagem foram especialmente enfáticos ao ameaçar os “imundos” franceses.

Desde então a França começou a se tornar um “quintal” de ataques por membros ligados direta ou indiretamente ao Estado Islâmico, motivados, ou não pelas mensagens do grupo incentivando seus simpatizantes residentes no país a atacar os “imundos” franceses. Com isto, usaremos apenas a França como exemplo para listar cronologicamente os 4 ataques que aconteceram somente na França desde então.

Janeiro de 2015: Paris

O primeiro foi realizado por dois irmãos que afirmaram ser da Al Qaeda. Eles atacaram, em 7 de janeiro, a sede da revista satírica Charlie Hebdo, em Paris, deixando 12 mortos. Dois dias mais tarde, um supermercado kosher foi sequestrado e quatro reféns foram assassinados. O terrorista afirmou pertencer ao EI e tinha matado um policial um dia antes. Assim como os autores do ataque à Charlie Hebdo, ele foi abatido pela polícia.

A sede da revista “Charlie Hebdo” matou 12 pessoas. Jornalistas e especialistas da França disseram que o atentado foi um ataque a Liberdade de Imprensa ao Continente.

 

Junho de 2015: Saint-Quentin-Fallavier

Um ataque contra uma fábrica de gás na cidade de Saint-Quentin-Fallavier, próximo a Lyon, no leste da França, deixou ao menos um morto e vários feridos.

Um corpo decapitado foi encontrado próximo à fábrica de gás, ao lado de uma bandeira islâmica.

Novembro de 2015: Paris

Uma série de ataques a tiros e bombas em diversos pontos da capital francesa deixou 130 mortos. O maior número de vítimas foi registrado na casa de espetáculos Bataclan.

O Estado Islâmico reivindicou a autoria de todos os ataques.

Junho de 2016: Nice

Um caminhão avançou sobre uma multidão em Nice, em 14 de julho de 2016, durante festividades do Dia da Bastilha. Ao menos 84 pessoas morreram e outras 18 ficaram feridas em estado grave.

O ataque fez com que as autoridades do país prorrogassem o estado de emergência no país por mais três meses.

Números:

Segundo a Organização Internacional de Migração, cerca de 3 a 4 mil pessoas morreram ou desapareceram somente no ano de 2014 no Mediterrâneo durante a tentativa de migrar para a Europa. As estimativas globais são de que mais de 22 mil imigrantes morreram entre 2000 e 2014.

Em 2014, 283.532 migrantes irregulares entraram na União Europeia (maior número em um único ano), sobretudo seguindo a rota do Mediterrâneo Central, Mediterrâneo Oriental e rotas dos Bálcãs Ocidentais. 220.194 migrantes atravessaram fronteiras marítimas da União Européia(mais que o dobro em relação ao ano anterior, 2013). Metade deles tinha vindo da Síria, Eritreia e do Afeganistão, países que constantemente vivem crises políticas e militares (Sobretudo a Síria que vive em uma Guerra Civil desde 2011).

Os números no entanto, variam, diversas fontes divulgam números distintos e com critérios diferenciados. Em 2015 até o mês de setembro, a Organização Internacional de Migração (OIM) afirmou que o número de imigrantes havia batido a marca de 350.000. A Alemanha, por exemplo estimou em 800.000 o número de pessoas que pediram asilo a algum país da União Europeia em 2015.

Outras fontes afirmam que se incluir na conta imigrantes ilegais os números já ultrapassam a casa de 1 milhão com folga.

 

Primeiro artigo escrito por Erick Lima no projeto #VoluntáriosRENOVA.

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