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Investigado por corrupção, esquerdista francês se diz vítima de complô

Investigado por corrupção, esquerdista francês se diz vítima de complô

O presidente do partido de extrema-esquerda “A França Insubmissa” e ex-candidato à presidência da França, Jean Luc Mélenchon, prestou depoimento na quinta-feira (18).

Ele falou durante cinco horas, em uma investigação sobre o financiamento público de sua campanha presidencial e sobre a suspeita de funcionários fantasmas em seu partido. Mélenchon acusou nesta sexta-feira (19) o presidente francês, Emmanuel Macron, de ter criado um “circo midiático”.

Jean Luc Mélenchon é acusado de ter apresentado gastos excessivos à Comissão Nacional das Contas de Campanha e de Financiamentos Políticos (CNCCFP), que validou seu orçamento num primeiro momento, mas pediu revisões em seguida.

Após cinco horas de interrogatório, Mélenchon afirmou já ter respondido, por escrito, à administração do Parlamento europeu sobre a acusação da existência de funcionários fantasmas no seio de seu partido. Com relação ao financiamento de campanha, o político de esquerda estimou que “não tinha mais nada a dizer”, já que o orçamento apresentado foi validado num primeiro momento.

O líder da extrema-esquerda acusa o presidente da França de querer aparecer como “o salvador da pátria”, ao propor o remanejamento de seu governo na mesma semana em que tenta caricaturar Mélenchon como seu oposto: um político corrupto.

“Senhor Macron, está na hora de rebobinar seu filme. Sua manobra já está acabada”, declarou o líder esquerdista.

O deputado está no centro de uma tempestade política após se opor, violentamente, às forças de ordem no contexto das investigações. Em um vídeo, Mélenchon aparece chamando seus colegas para “derrubar a porta” da sede de seu partido, onde os policiais atuavam. Após o incidente, o político foi acusado de “ameaças e atos de intimidação contra autoridade judiciária” e “violências contra autoridade pública”.

 

Adaptado da fonte RFI

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