Irã estaria financiando protestos do grupo terrorista Hamas

Palestinos capturados disseram que o Hamas age na fronteira de Gaza enviando civis para a cerca e mantendo os jihadistas em alerta, prontos para entrar em Israel e promover atos de terror caso a barreira seja rompida.

De acordo com a Shin Bet, agência de segurança israelense, o Hamas alertou os seus membros para manterem distância da cerca de Gaza durante os protestos que estão ocorrendo na região. Enquanto isso, encorajam civis palestinos, principalmente crianças e adolescentes, a se aproximarem da fronteira.

“Há uma proibição entre os membros do Hamas em relação à aproximação da fronteira, com o medo de que eles sejam mortos ou capturados pelo Exército Israelense, a menos que a cerca caia, então eles entrariam, armados, em Israel disfarçados no meio da multidão”, disse a Shin Bet.

Durante os protestos violentos ocorridos no último mês e meio na fronteira de Gaza, em um evento conhecido como “Marcha do Retorno”, forças israelenses prenderam palestinos, sendo alguns deles membros do Hamas, que cruzaram a fronteira e entraram em Israel.

Antes dos protestos marcados para esta segunda, a Shin Bet liberou as informações obtidas por meio de interrogatórios feitos com os suspeitos, que, segundo o serviço de segurança, continham os métodos usados pelo Hamas para desestabilizar a área da fronteira, furar a barreira e tentar atacar Israel.

“Pelas informações que temos, o Hamas estaria motivando e enviando manifestantes para a fronteira na intenção de promover atos violentos e danificar a estrutura de segurança. Além disso, descobrimos que o Irã está financiando o Hamas para que o grupo terrorista possa agir na faixa de Gaza”, completou a Shin Bet em um comunicado.

A agência não divulgou evidências que pudessem comprovar o envolvimento do Irã. No entanto, o Hamas mantém relações com a República Islâmica e aparentemente recebeu dinheiro do Teerã.

O Exército de Israel espera mais de 100 mil palestinos em protestos violentos nesta segunda. Esperava-se que as manifestações acontecessem na terça, o Dia de Nakba, em que os palestinos “celebram” o dia em que foram removidos de suas casas por causa da criação de Israel. Mas no último domingo (13), as forças armadas falaram que o Hamas tentaria chamar mais atenção da mídia e adiantaram em um dia, coincidindo com a data da transferência da embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém.

As IDF, sigla em inglês para as Forças de Defesa de Israel, estão preocupadas com possíveis invasões em massa em que palestinos, incluindo membros do Hamas, atravessariam a fronteira e aterrorizariam comunidades israelenses – atacando moradores, ateando fogo e destruindo propriedades.

“As Forças Armadas e a Shin Bet continuam determinadas em prevenir qualquer tentativa de infiltração no Estado de Israel, com a intenção defender os cidadãos e a soberania do país”, afirmou a agência.

Na manhã desta segunda, as IDF lançaram milhares de panfletos na Faixa de Gaza dizendo aos moradores para não serem “fantoches” do Hamas e para manterem distância da fronteira.

 

Traduzida e adaptada de Times of Israel

 

João Guilherme
João Guilherme
Estudante e interessado em política, história e religião.