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Irmão do interventor foi vítima da violência no Rio de Janeiro

Após aprovação no Congresso e no Senado, a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, decretada pelo presidente Michel Temer, será regida pelo general Braga Nettto.

O general Walter Souza Braga Netto conhece bastante as mazelas oriundas do descontrole da violência e a dimensão da dor que ela provoca nas famílias brasileiras.

Ricardo Braga Netto, um dos irmãos do interventor, foi assassinado no começo dos anos 1980 na Ponte Rio-Niterói ao tentar evitar um assalto. Ele era oficial da Marinha.

De acordo com informações do jornal O Globo:

Ricardo tinha 25 anos e servia no navio hidrográfico Graça Aranha. No dia do crime, ele passava pelo Viaduto do Gasômetro em um Fiat com placa de Belo Horizonte, cidade natal de sua família, quando viu um Voyage enguiçado no local. O militar parou para ajudar a motorista, que estava parada com os dois filhos à espera de socorro. Enquanto ajudava Carmem Moura de Souza Goulart e as crianças, Ricardo foi rendido por dois homens armados, que, com revólveres, exigiram que o tenente entregasse o veículo.

Quando os assaltantes entraram no carro do militar, de acordo com uma reportagem do GLOBO à época, Ricardo reagiu. Ele se atracou com um dos bandidos e acabou sendo atingido por dois tiros — um na cabeça e outro no peito. Os assaltantes, que não fizeram nada contra Carmem e seus filhos, fugiram a pé na direção da Avenida Brasil, sem levar nenhum pertence do tenente ou de Carmem.

A dupla já tinha, no mesmo dia em que atirou em Ricardo, roubado um outro carro, na Avenida Ruy Barbosa, no Flamengo. Foi com esse veículo que os assaltantes chegaram ao Viaduto do Gasômetro. O irmão do general Braga Netto foi sepultado em Belo Horizonte dois dias após o crime.

O general Braga Netto assumiu a missão de comandar o enfrentamento da violência no Rio de Janeiro, para reduzir, entre outras estatísticas, o número de vítimas.

No Exército há 43 anos, ele ocupa o posto de comandante militar do leste. Agora, o general vai liderar também as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros e o sistema penitenciário do Rio de Janeiro.

É a primeira vez, desde a Constituição de 1988, que um general do Exército assume o cargo de interventor na área da segurança de um estado.

Com informações de: [G1]

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