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Itália proíbe comercialização de ‘maconha light’

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Itália proíbe comercialização de 'maconha light'
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O produto era permitido na Itália desde janeiro de 2017, impulsionando a abertura de lojas de produtos derivados da cannabis por todo o país.

O Tribunal de Cassação da Itália decidiu, nesta quinta-feira (30), proibir a comercialização de “maconha light”, usada como base para fabricação de alimentos, cosméticos, materiais de engenharia e matérias-primas biodegradáveis.

A “Cannabis light” conta com a substância psicoativa THC, a qual modifica a atividade cerebral humana, mas em um índice abaixo do limite de 0,6% imposto por lei.

A nova medida especifica que a venda de produtos que contêm ou são constituídos da inflorescência de cânhamo, em particular óleos e resinas, não se enquadra no âmbito da aplicação da Lei 242 de 2016, que qualifica o cultivo de cânhamo apenas para fins medicinais.

No ano passado, o Conselho Superior de Saúde (CSS) da Itália considerou que o nível de THC descrito na lei – entre 0,2% e 0,6% – “não é insignificante”, e efeitos colaterais podem surgir caso a substância seja ingerida ou haja aumento da dose, informa a agência ANSA.

A nova medida segue a recente batalha contra a planta iniciada pelo ministro do Interior e vice-premiê da Itália, Matteo Salvini, que chegou a fechar estabelecimentos do tipo, os quais definiu como “pontos turísticos da maconha”.

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