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Johannes Kepler, a Estrela de Belém e os Reis Magos

Johannes Kepler, a Estrela de Belém e os Reis Magos
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A explicação de Kepler para a questão da Estrela de Belém encontrou vários opositores.

Ao longo dos séculos, estudiosos levantaram várias teorias sobre o que poderia ter sido afinal a Estrela de Belém mencionada no Evangelho de Mateus.  

Uma das mais comentadas tem sido a da conjunção tríplice entre os planetas Júpiter Saturno. 

Uma conjunção tríplice não é uma aproximação de três planetas, mas a sucessão de três conjunções de dois planetas num curto período de tempo. 

Quando o astrônomo alemão Johannes Kepler estava na cidade de Praga, em 7 de dezembro de 1603, ele reparou que Júpiter Saturno se aproximaram tanto um do outro que quase se tornaram “numa única luz celestial muito brilhante” dentro da constelação de Sagitário

Ao estudar este alinhamento, Kepler calculou que os dois gigantes gasosos estavam próximos um do outro no ano 7 a.C., enquanto passavam pela constelação de Peixes

Na visão de Kepler, este fenômeno astronômico semelhante poderia ter anunciado o aparecimento da Estrela de Belém, mencionada pelos Reis Magos na Bíblia. 

A explicação de Kepler para a questão da Estrela de Belém encontrou vários opositores, mas também recebeu o apoio de eminentes cientistas, entre eles o famoso cronologista Christian Ludwig Ideler, também da Alemanha

Segundo a Super Interessante, ao refazer os cálculos de Kepler com o apoio das tábuas de Delambre, editadas no início do século XIX, Ideler deduziu que a tríplice conjunção ocorreu na realidade do ano 748 da fundação de Roma, ou seja, em 7 a.C.: 

  • primeira, em 20 de maio;  
  • segunda, em 27 de outubro;  
  • terceira, em 12 de novembro. 

Atualmente, um dos maiores defensores da ideia de que a Estrela de Belém citada na Bíblia foi essa conjunção tríplice é o astrônomo David W. Hughes, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido.  

É importante enfatizar que a questão, no entanto, permanece aberta, cercada de hipóteses, mas de nenhuma certeza. 

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Luiz Eduardo Xavier
Luiz Eduardo Xavier
1 mês atrás

O livro de Bento XVI sobre a vida de Jesus menciona a conjunção como sendo a “estrela de Belém” .

Pedro Rocha
Pedro Rocha
Responder  Luiz Eduardo Xavier
1 mês atrás

E considerando que o calendário Gregoriano está adiantado entre 7 e 6 anos em relação ao nascimento de Jesus, isso deixa plausível a teoria de Ideler e de Bento XVI.

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