José Fucs destaca coerência do presidente eleito Bolsonaro

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José Fucs destaca coerência do presidente eleito Bolsonaro
TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

O jornalista José Fucs falou sobre sua primeira impressão do governo de transição de Bolsonaro.

Segue abaixo a íntegra da matéria publicada nesta sexta-feira (23) por José Fucs no portal BR18.

O presidente eleito Jair Bolsonaro pode ser criticado por vários motivos desde que venceu as eleições, em 28 de outubro. Pode-se criticá-lo, por exemplo, pelo vai e vem em suas decisões, pelos ruídos e rusgas que pipocam a céu aberto entre integrantes de sua equipe e pela falta de um esquema profissional de comunicação para apoiá-lo. Mas de uma coisa não se pode acusar Bolsonaro até agora: falta de coerência.

Praticamente nada que JB fez nestes quase 30 dias de transição — da montagem do ministério ao anúncio antecipado de medidas que pretende tomar no governo — está em desacordo com as promessas de campanha que o levaram à vitória. Como havia anunciado, deu autonomia quase absoluta para Paulo Guedes rechear de liberais o superministério da Economia. Com a indicação de Sergio Moro para o ministério da Justiça e Segurança Pública, JB também não deixou dúvidas de seu compromisso com o combate à corrupção.

Ao longo da transição, o presidente eleito Jair Bolsonaro está mostrando, para o bem ou para o mal, que suas promessas, mesmo as mais polêmicas, não eram só discurso de campanha. Na escolha dos novos ministros, Bolsonaro sinalizou que vai cumprir a promessa de dar ao ministério um perfil mais técnico e evitar o toma lá, dá cá, ao negociar com frentes parlamentares e não com partidos. No indicação dos ministros Ernesto Araújo, para as Relações Exteriores, e Ricardo Vélez Rodriguez, para a Educação, que foram alvos de questionamentos por suas convicções, Bolsonaro pode se gabar de ter encontrado dois profissionais de vasto currículo com visões alinhadas às suas.

Mesmo as declarações que ele próprio fez neste período sobre a politização do ensino, o contrato com Cuba para o Mais Médicos, a criminalização das invasões pelo MST e MTST e a flexibilização do porte de armas estão de acordo com que ele falou na campanha. Até agora, portanto, por mais chocante que possa parecer para quem não votou nele, Bolsonaro só manteve a coerência com sua plataforma política, em linha com a expectativa de seus eleitores.

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