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Juiz marca depoimento de Lula sobre caças suecos na Zelotes

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Após o interrogatório dos acusados, a ação entra em sua etapa final, com a apresentação das alegações finais.


O juiz federal Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, marcou para dia 22 de outubro o interrogatório do condenado Lula da Silva, seu filho, Luís Cláudio, e do casal Mauro e Cristina Marcondes, na ação penal dos caças suecos, na Operação Zelotes.

Lula e Luís Cláudio são acusados de negociar e receber R$ 2,5 milhões do casal de lobistas a pretexto de influenciar a prorrogação, pelo governo, de incentivos fiscais a montadoras de veículos e a compra dos caças Gripen, da empresa sueca Saab, por US$ 5,4 bilhões.

O interrogatório do ex-presidente já chegou a ser adiado duas vezes, nesta ação penal, por decisões do desembargador Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

O desembargador havia considerado que os interrogatórios só poderiam acontecer após o depoimento de todas as testemunhas. Neste caso, faltavam declarações de pessoas que estavam no exterior.

Segundo o site UOL, o magistrado Vallisney relata que “as cartas rogatórias visando à inquirição das testemunhas residentes no Reino Unido e na França foram expedidas em outubro de 2017, ou seja já transcorreu 01 (um) ano e 08 (oito) meses do atol e inexiste qualquer previsão de cumprimento das diligências com grave violação ao princípio da razoável duração do processo e da efetividade/economia processual”.

Ainda de acordo com o magistrado, o “que não se pode admitir é a indefinida suspensão/sobrestamento deste feito à espera da boa vontade de países soberanos, cujas autoridades não se dispuseram a dar celeridade aos atos de cooperação, do mesmo modo como fizeram as autoridades suecas, impondo-se a continuidade do processo (parágrafo único do art. 222-A do CPP), porquanto presentes nos autos depoimentos aptos a esclarecer os pontos sustentados pelas defesas como caracterizadores da imprescindibilidade das oitivas das testemunhas residentes no exterior, conforme acima explanado, bem como por não haver prejuízo à Defesa que se colha o depoimento dos réus por economia processual”.

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