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Julgamento de ‘El Chapo’ revela corrupção generalizada no México

‘El Chapo’, um dos chefões do tráfico mais famosos do mundo, é acusado de 11 crimes. Caso seja condenado, pode pegar prisão perpétua.

As acusações de propinas que surgiram no julgamento de Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán, nos Estados Unidos, ressaltam a corrupção entre as autoridades do México, sobretudo em nível estadual e municipal.

Esta parceria entre autoridades corruptas e o mundo do crime é o que vem permitindo a expansão do narcotráfico no país da América Central.

Durante o julgamento, Jesús “Rey” Zambada, ex-aliado de El Chapo e irmão de Ismael “Mayo” Zambada, outro líder do cartel de Sinaloa, disse que Guzmán comprou promotores, policiais e militares mexicanos, e inclusive a Interpol.

Na terça-feira (20), Zambada revelou ter entregue duas maletas contendo um total de seis a oito milhões de dólares em propinas ao ex-secretário de Segurança Pública mexicano Genaro García Luna em 2005 e 2006.

Até mesmo o advogado de El Chapo, Jeffrey Lichtman, acusou o ex-presidente Felipe Calderón (2006-2012) e seu sucessor, Enrique Peña Nieto, de terem recebido suborno do cartel de Sinaloa, o que ambos negaram energicamente.

Embora os analistas assegurem ser difícil comprovar propinas recebidas pelos presidentes e por autoridades federais de alto escalão, a corrupção entre autoridades locais é mais evidente.

 

Adaptado da fonte AFP

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