Português   English   Español   Italiano   Français   Deutsch
Português   English   Español   Italiano   Français   Deutsch

Justiça de SP diz que Guilherme Boulos tentou censurar jornalista

Tarciso Morais

Tarciso Morais

COMPARTILHE

Ao negar uma medida cautelar para a remoção de dois links com comentários do jornalista Augusto Nunes, da revista Veja, a Justiça de São Paulo considerou que o candidato do PSOL à Presidência, Guilherme Boulos, pleiteou uma censura.

Um dos processos diz respeito a um vídeo de maio deste ano em que Augusto Nunes classifica Boulos como “o maior gigolô de moradores de ruas” ao comentar o desabamento de um prédio na região central de São Paulo.

O caso ainda será julgado no mérito.

O juiz Domicio Whately Pacheco e Silva, da 1ª Vara do Juizado Especial Cível, escreveu:

Ainda que, no futuro, os réus possam ser condenados a pagar uma indenização ou a publicar a resposta do autor (o que, nos presentes autos, não chegou a ser requerido), não é lícita a censura pleiteada pelo autor.

A partir das declarações de Nunes, Guilherme Boulos ingressou com duas ações indenizatórias com pedidos de obrigação de fazer que foram reunidas no processo 1005670-27.2018.8.26.0016.

Boulos pediu a concessão de medida liminar para que a mídia fosse retirada imediatamente do ar, além de “todo e qualquer conteúdo que contenha manifestação ofensiva” de Nunes, além de pagamento de indenização de R$ 38 mil em cada uma.

A Editora Abril, que edita a Veja, teria responsabilidade objetiva, segundo a defesa do psolista.

Em contestação, a Editora Abril, representada pelo escritório Fidalgo Advogados, alegou que nenhuma inverdade foi publicada e nenhum ilícito foi atribuído a Boulos no texto.

Segundo a defesa, o verdadeiro motivo da insatisfação do político é o “conteúdo da crítica jornalística, que apesar de ser lícita e pertinente, não lhe pareceu favorável e revelou a sua estratégia de campanha”.

Adaptado da fonte JOTA
- PUBLICIDADE -
TÓPICOS
COMPARTILHE
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram