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Justiça do Peru decreta prisão de Keiko Fujimori por caso Odebrecht

Keiko Fujimori é acusada de comandar um esquema de lavagem de dinheiro com recursos ilícitos recebidos da empreiteira brasileira Odebrecht. Juiz ordena prisão preventiva de 36 meses. Ela nega as acusações.

A Justiça do Peru decretou nesta quarta-feira (31) a prisão preventiva, por três anos, da líder opositora Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori.

Ela é acusada de liderar um esquema de corrupção do partido Força Popular com a empreiteira brasileira Odebrecht.

O juiz Richard Concepción Carhuancho afirmou que há “elementos suficientes” para indicar que ela comandou uma organização criminosa dentro do partido para lavar o dinheiro ilegal recebido da construtora, que financiou a campanha de Fujimori à presidência do Peru em 2011.

“[Keiko] era a maquinista, autora de uma estrutura de poder para que outros cometessem os delitos. Ou seja, era a mulher que comandava este aparato”, afirmou o magistrado.

Carhuancho ordenou que a líder opositora fique em regime de prisão preventiva por 36 meses enquanto as acusações contra ela são investigadas.

O magistrado justificou que há risco de fuga, já que Fujimori tem cidadanias americana e japonesa, bem como de obstrução de provas e de testemunhas por parte da acusada.

 

Adaptado da fonte DW

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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