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Justiça gaúcha condena estudante por ‘estupro virtual de vulnerável’

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O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) condenou um estudante de medicina a 14 anos, 2 meses e 11 dias de prisão por “estupro virtual de vulnerável” e por armazenar imagens pornográficas de menores de idade.

A decisão, segundo o TJRS, é inédita. A pena foi determinada pela juíza Tatiana Gischkow Golbert, da 6° Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre.

O processo tramita em segredo de Justiça, e o indivíduo ainda pode recorrer da decisão, proferida no último dia 4.

De acordo com informações do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que apresentou a denúncia, o universitário começou a ser investigado em abril do ano passado, quando o pai da vítima de estupro – um menino de 10 anos de idade – descobriu mensagens trocadas por este com o suspeito e levou o caso ao conhecimento da Polícia Civil.

A corporação passou, então, a rastrear as conversas, localizando o universitário na capital gaúcha, a partir do endereço da instituição de ensino à qual era vinculado e de onde enviava as mensagens.

Em setembro, o indivíduo foi preso, enquanto cumpria plantão em um hospital, sendo denunciado no mês seguinte.

Ainda segundo o MPRS, os agentes policiais, ao revistar o apartamento do estudante, no bairro Bom Fim, encontraram um computador que continha mais de 12 mil fotografias pornográficas de crianças e adolescentes. Além do computador, o aparelho celular e outros equipamentos do suspeito também foram recolhidos pelas autoridades.

Na avaliação da Justiça, não restam dúvidas quanto aos danos do estupro causados à vítima, já que o garoto teria passado, nas palavras de Almeida, “a manifestar comportamento atípico e a repetir a situação vivenciada”.

Adaptado da fonte EBC
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