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Justiça confirma que Rússia não influenciou vitória de Trump

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Um tribunal federal norte-americano indiciou 13 cidadãos russos e três entidades da Rússia acusados de interferir nas eleições e processos políticos dos Estados Unidos, informou o gabinete do procurador especial, Robert Mueller, nesta sexta-feira (16/02).

As novas informações jogaram um balde de água fria na grande mídia que passou os últimos meses propagando a narrativa que Trump só venceu a eleição presidencial de 2016 por causa da ajuda da Rússia.

O indiciamento desta sexta-feira (16/02) deixou claro que não existe qualquer prova de que a ingerência de cidadãos russos tenha tido qualquer impacto decisivo no resultado das eleições.

De acordo com informações da Terra:

O documento alega que Yevgeny Prigozhin, um aliado do presidente russo Vladimir Putin, gerenciou o grupo, sediado em São Petersburgo, e que também fez viagens aos estados americanos de Nevada, Califórnia, Novo México, Colorado, Illinois, Michigan, Louisiana, Texas, Geórgia e Nova York na esperança de influenciar essas regiões a votar em Trump.

O texto também aponta que a interferência incluiu encorajar “grupos minoritários dos EUA a não votar na eleição presidencial dos EUA de 2016 ou a votar em um terceiro candidato”. As acusações também incluem formação de quadrilha, fraude bancária e roubo de identidade agravado.

Além de Prigozhin, os cidadãos russos indiciados são: Mikhail Ivanocih Bystrov, Mikhail Leonidovich Burchik, Aleksandra Yuryevna Krylova, Anna Vladislavovna Bogacheva, Sergey Pavlovich Polozov, Vladimir Venkov, Maria Anatolyevna Bovda, Eober Sergeyrvich Bovda, Dzheykhun Nasimi, Vadim Vladimirovich, Gleb Igorevich e Irina Viktorovna.

Já entre as empresas acusadas estão Agência de Pesquisa de Internet, chamada de “fábrica de trolls” pela imprensa ocidental. Sediada em São Petersburgo, ela é apoiada pelo Kremlin. As outras duas empresas operavam sob o nome Concord.

O vice-procurador-geral dos EUA, Rod Rosenstein, responsável pela indicação do procurador especial Robert Mueller, declarou:

A natureza do esquema era que os réus adotaram medidas extraordinárias para parecer que eram ativistas políticos americanos comuns. Não há nenhuma alegação nesta acusação de que qualquer americano era um participante consciente dessa atividade ilegal.

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