Laços da Mangueira com o crime ressurgem após homenagem a Marielle

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Laços da Mangueira com o crime ressurgem após homenagem a Marielle
TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

A crítica social e o protesto da Mangueira contra a falta de informações acerca dos responsáveis sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco partem de uma escola que é alvo constante de denúncias.


No Rio de Janeiro, o samba e a contravenção caminham juntos há décadas, com muitas lideranças das escolas de samba acusadas de contravenção.

O presidente da Mangueira, por exemplo, o deputado estadual Francisco Manoel de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira (PSC), cumpre prisão domiciliar desde janeiro, por decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça, o ministro João Otávio de Noronha.

Antes disso, segundo a Gazeta do Povo, ele estava preso, desde novembro, acusado de movimentar, utilizando contas suas, de sua mãe e da própria Mangueira, R$ 3 milhões advindos do pagamento de propina.

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Há dez anos, a polícia encontrou uma passagem secreta ligando um camarote da escola de samba a uma casa da comunidade. Por esse corredor, o traficante foragido Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, chefe da venda de drogas no Morro da Mangueira, passava com frequência.

Apesar de todas as relações da agremiação com o crime, a Estação Primeira de Mangueira foi escolhida a campeã do carnaval do Rio de Janeiro de 2019 após homenagear a vereadora assassinada Marielle Franco (PSOL) no Sambódromo.

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