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Lava Jato diz que Lula transformou cela da PF em ‘comitê’

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O Ministério Público Federal (MPF) contestou a bagunça em que os petistas transformaram as visitas a Lula, principalmente as procurações que políticos receberam para defendê-lo como “advogados”.

Em documento apresentado à juíza Carolina Lebbos, a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato criticou a quantidade de visitas recebidas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na prisão.

Os procuradores também pedem que a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, não faça mais parte da equipe de advogados de Lula, o que hoje permite que ela o visite a qualquer momento.

O procurador Deltan Dallagnol escreveu:

A prerrogativa do advogado permite o exercício legítimo do mandato conferido pela parte, não o abuso ou a visita para fins políticos.

E acrescentou:

O fato de ser executada pena restritiva de liberdade em estabelecimento especial [a sala da PF em Curitiba] não significa que ao apenado seja permitido, ou assegurado indiscriminadamente, receber a visita de tantas pessoas, em qualquer dia, como vem ocorrendo.

O principal ponto reclamado é a “proliferação de advogados que estão juntando procuração aos autos da execução, todos eles parlamentares ou em postos de lideranças no Partido dos Trabalhadores”, aponta o documento.

Desde o início do cumprimento da pena, tornaram-se advogados de Lula o secretário de finanças do partido, Emídio de Souza, o deputado federal Wadih Damous, o ex-deputado federal Sigmaringa Seixas, além de Gleisi e do ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, vice na chapa de Lula ao Planalto.

 

Adaptado da fonte UOL
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