Polícia Federal em ação contra fraudes no sistema carcerário do Rio

Autoridades cumprem 9 mandados de prisão temporária e 5 de preventivas.

Oficiais da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro cumprem, na manhã desta terça-feira (13), 14 mandados de prisão (9 temporárias e 5 preventivas) no âmbito da Operação Lava Jato.

Segundo informações da Tribuna da Internet:

Os homens que comandaram, durante oito anos, o sistema penitenciário do Estado do Rio estão indo agora para trás das grades. Por ordem da Justiça, a força-tarefa da Operação Calicute (versão local da Lava-Jato) cumpre nesta terça-feira ordem de prisão contra o coronel PM Cesar Rubens Monteiro de Carvalho, ex-secretário estadual do Sistema Penitenciário (gestão do ex-governador Sérgio Cabral), e contra o advogado Marcos Vinícius da Silva Lips, ex-subsecretário de Tratamento Penitenciário, além de ex-gestores públicos e empresários do setor de alimentos.

O delegado Marcelo Luiz Santos Martins, diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada do Rio, é um dos alvos da ação. Eles são acusados de crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato e fraude em licitação.

O esquema, que funcionou pelo menos de 2009 a 2014, consistia no pagamento de propina regular a Cesar Rubens e Lips para garantir que a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) comprasse quentinhas (alimentos fornecidos em embalagens de alumínio) em permanente caráter de urgência, com dispensa de licitação ou concorrência fraudulenta. As empresas que formavam o cartel dividiam os ganhos entre si, de maneira a que todos lucrassem. Não havia controle da qualidade ou da quantidade de alimentos fornecida diariamente aos presos.

De acordo com o MPF, cerca de R$ 73 milhões foram desviados por meio do pagamento dobrado do pão fornecidos aos presos, com um contrato pelo fornecimento do pão e outro para a compra de ingredientes. As acusações são de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção, peculato e fraude de licitação.

É a primeira iniciativa das autoridades, desde o início da intervenção, a enfrentar um dos problemas prioritários da Segurança Pública comandada pelo general Braga Netto: a corrupção no sistema penitenciário do Estado, que tem na máfia das quentinhas a face mais visível.

 

Com informações de: [RTV]

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Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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