Polícia Federal em ação contra fraudes no sistema carcerário do Rio

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email

Autoridades cumprem 9 mandados de prisão temporária e 5 de preventivas.

Oficiais da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro cumprem, na manhã desta terça-feira (13), 14 mandados de prisão (9 temporárias e 5 preventivas) no âmbito da Operação Lava Jato.

Segundo informações da Tribuna da Internet:

Os homens que comandaram, durante oito anos, o sistema penitenciário do Estado do Rio estão indo agora para trás das grades. Por ordem da Justiça, a força-tarefa da Operação Calicute (versão local da Lava-Jato) cumpre nesta terça-feira ordem de prisão contra o coronel PM Cesar Rubens Monteiro de Carvalho, ex-secretário estadual do Sistema Penitenciário (gestão do ex-governador Sérgio Cabral), e contra o advogado Marcos Vinícius da Silva Lips, ex-subsecretário de Tratamento Penitenciário, além de ex-gestores públicos e empresários do setor de alimentos.

O delegado Marcelo Luiz Santos Martins, diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada do Rio, é um dos alvos da ação. Eles são acusados de crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato e fraude em licitação.

O esquema, que funcionou pelo menos de 2009 a 2014, consistia no pagamento de propina regular a Cesar Rubens e Lips para garantir que a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) comprasse quentinhas (alimentos fornecidos em embalagens de alumínio) em permanente caráter de urgência, com dispensa de licitação ou concorrência fraudulenta. As empresas que formavam o cartel dividiam os ganhos entre si, de maneira a que todos lucrassem. Não havia controle da qualidade ou da quantidade de alimentos fornecida diariamente aos presos.

De acordo com o MPF, cerca de R$ 73 milhões foram desviados por meio do pagamento dobrado do pão fornecidos aos presos, com um contrato pelo fornecimento do pão e outro para a compra de ingredientes. As acusações são de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção, peculato e fraude de licitação.

É a primeira iniciativa das autoridades, desde o início da intervenção, a enfrentar um dos problemas prioritários da Segurança Pública comandada pelo general Braga Netto: a corrupção no sistema penitenciário do Estado, que tem na máfia das quentinhas a face mais visível.

 

Com informações de: [RTV]

RENOVA Mídia precisa do seu apoio para continuar em funcionamento. Conheça nossa história e faça sua doação (boletou ou cartão) através da plataforma ApoiaSe. Clique AQUI e faça sua parte.

TÓPICOS

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email

Newsletter

Receba as principais notícias do dia, assine nossa newsletter gratuita.