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Líder do MBL ataca protestos e fala em impeachment de Bolsonaro

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
Líder do MBL ataca protestos e fala em impeachment de Bolsonaro

“Ou a gente tem um parlamentarismo branco […] ou a gente passa por um processo de impeachment”, afirmou Kataguiri.

Em entrevista à revista Crusoé, o deputado federal e líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri, atacou as manifestações do próximo domingo (26) e deu a entender que o governo do presidente da República, Jair Bolsonaro, está sem rumo e fadado ao fracasso.

Questionado sobre os atos convocados para o dia 26 de maio, Kim disse acreditar que o Palácio do Planalto está, de alguma forma, envolvido na organização dos mesmos:

“Acho que vem do Planalto. Não faz sentido não vir [de lá]. Ainda mais depois da divulgação do texto em que o presidente fala em tese conspiratória.”

O líder do MBL também disse que os protestos não vão gerar “boas consequências”:

“É um atestado de que o governo falhou. Em nenhuma hipótese essa manifestação vai ter boas consequências para o governo. Se ela for muito bem, vai gerar a ira do Congresso e do STF porque os discursos vão ser acirrados. Se for mal, o presidente vai perder poder para o Parlamento e a oposição ganha discurso.”

Esta não foi a primeira vez que o parlamentar criticou os protestos convocados para o dia 26.

Em vídeo divulgado no YouTube na última segunda-feira (20), Kim deu sua opinião sobre os organizadores dos atos, classificados por ele como uma “seita”:

“São grupos absolutamente adesistas que estão organizando as manifestações do dia 26. São grupos que independentemente do que o presidente Bolsonaro faça estão lá junto com ele, estão lá apoiando ele […] O presidente da República quando erra precisa ser criticado sim. […] Isso precisa ser pontuado. Não essa idolatria cega, não criar uma seita. Se não vai ser simplesmente um PT, uma CUT azul. Esse é o nosso posicionamento.”

Ainda na entrevista publicada nesta sexta-feira (24), a revista Crusoé perguntou para Kataguiri “se ainda há tempo para consertar o governo de Jair Bolsonaro”. O jovem deputado respondeu:

“Acho difícil. Acho que passou do ponto de tensão. Ou a gente tem um parlamentarismo branco em que o presidente vira uma rainha da Inglaterra ou a gente passa por um processo de impeachment dependendo da votação do crédito suplementar.”

“Essa leitura que considera a possibilidade de impeachment reflete o pensamento médio do Congresso?”, indagou a Crusoé. Kim respondeu:

“Não. O desejo geral é que o presidente mantenha o isolamento que tem e aqui [o Congresso] vá para uma pauta independente. Esse é o mote.”

O discurso de Kim está alinhado ao do senador José Serra (PSDB) e de outros membros do Congresso Nacional, que já falam abertamente sobre parlamentarismo no Brasil.

O líder do Podemos na Câmara, José Nelto, também afirmou que vai incentivar os colegas a discutirem o projeto de Serra. “Este é o momento ideal para que o parlamentarismo vire uma realidade”, afirmou o deputado, como noticiou a RENOVA.

No início da noite desta sexta-feira (24), o deputado Kim Kataguiri divulgou uma nota sobre a controversa entrevista em seu perfil oficial no Twitter.

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