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Lua volta a despertar interesse e pode abrigar ‘cidade robótica’

Lua volta a despertar interesse e pode abrigar 'cidade robótica'
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Cinquenta anos depois que o homem pisou na Lua pela primeira vez, o satélite natural da Terra volta a despertar interesse em 2019 entre os países com intenções espaciais.


A China se tornou na quinta-feira (3) a primeira nação a pousar uma espaçonave na face oculta e inexplorada da Lua, confirmando assim seu novo posto de potência espacial.

É a segunda vez que o regime comunista da China enviou um módulo para explorar a superfície lunar.

A sonda “Chang’e-4” pousou na bacia de Aitken. Seu robô móvel, Yutu-2, começou a se deslocar sobre a superfície, invisível para os terráqueos.

“Independentemente do que os chineses descubram, o impacto científico será significativo”, disse Michel Viso, da agência espacial francesa CNES.

Durante este ano, a China prevê lançar outra sonda (“Chang’e-5”) para extrair amostras do solo e trazê-las à Terra.

Até agora, só três países conseguiram pousar na Lua, situada a cerca 384 mil quilômetros da Terra: Rússia, Estados Unidos e China. E doze astronautas americanos caminharam sobre o satélite em seis missões entre 1969 e 1972.

A Índia é um dos países que espera se juntar ao clube enviando a missão Chandrayaan-2, que incluirá um trem de aterrissagem, um robô móvel indiano e “um minirrobô europeu construído na Holanda”, explicou Bernard Foing, astrofísico da Agência Espacial Europeia (ESA), registra o “Estadão“.

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