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Luciano Ayan é apontado pelo MP-SP como disseminador de fake news

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MP-SP aponta que Ayan é sócio de ao menos quatro empresas de fachada e “dissemina fake news” nas redes sociais.

Deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo, nesta sexta-feira (10), a operação “Juno Moneta” prendeu dois empresários que, de acordo com os investigadores, são ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL)

Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso, mais conhecido pelo pseudônimo Luciano Ayan, são suspeitos de lavagem de dinheiro e ficarão detidos temporariamente, por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco.

De acordo com nota do MP-SP, Ayan é sócio de ao menos quatro empresas de fachada, “dissemina fake news”, usou “contas de passagem”, apresentou indícios de movimentação financeira incompatível com rendimentos declarados à Receita e “ameaça aqueles que questionam as finanças do MBL”.

Ainda de acordo os investigadore, o empresário Ferreira, que é apontado como funcionário do governo de São Paulo, teve movimentação financeira “extraordinária e incompatível” com seus rendimentos, criou duas empresas de fachada e realiza “doações altamente suspeitas através da plataforma do Google”. 

Confira a íntegra da nota do MP-SP sobre a operação desta manhã:

Nota à imprensa: Operação Juno Moneta

Nos Autos de Procedimentos Cautelares Criminais, na data de hoje foram cumpridos mandados de busca e apreensões e duas prisões temporárias de 5 dias em relação a pessoas e empresas ligadas ao MBL – Movimento Brasil Livre e MRL – Movimento Renovação Liberal; pelo Ministério Público de SP (GEDEC), Receita Federal e Polícia Civil de São Paulo, em seis endereços correspondentes às empresas envolvidas na investigação sobre prática de crimes de lavagem de dinheiro. As prisões temporárias foram realizadas em relação a Alessander Monaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso (Alcunha: Luciano Ayan), os quais, segundo a investigação, mantém estreitas ligações com os movimentos.

As evidências já obtidas indicam que estes envolvidos, entre outros, construíram efetiva blindagem patrimonial composta por um número significativo de pessoas jurídicas, tornando o fluxo de recursos extremamente difícil de ser rastreado, inclusive utilizando-se de criptoativos e interpostas pessoas.

No curso dos trabalhos conjuntos ficaram evidenciadas:

Movimento Brasil Livre:

• Confusão jurídica empresarial entre as empresas MBL – Movimento Brasil Livre e MRL – Movimento Renovação Liberal;
• Recebimento de doações de forma suspeita (cifras ocultas). Recebimento de doações através da plataforma Google Pagamentos – que desconta 30% do valor, ao invés de doações diretas na conta do MBL/MRL;
• Constituição e utilização de diversas empresas em incontáveis outras irregularidades, especialmente fiscais. A família Ferreira dos Santos, criadora do MBL, adquiriu/criou duas dezenas de empresas – que hoje se encontram – todas – inoperantes e, somente em relação ao Fisco Federal, devem tributos, já inscritos em dívida ativa da União, cujos montantes atingem cerca de R$ 400 milhões.

Alessander Monaco Ferreira:

• Movimentação financeira extraordinária e incompatível;
• Criação/Sociedade em 2 empresas de fachada;
• Ligado aos “Movimentos”, realiza doações altamente suspeitas através da plataforma Google;
• Viajou mais de 50 vezes para Brasília, entre julho/2016 a agosto/2018 – todas (conf. Consta) para o Ministério da Educação – com objetivos não especificados;
• Apesar de tudo, solicitou emprego e foi contratado pelo Governo do Estado de SP para trabalhar CADA – Comissão de Avaliação de Documentos e Acesso da Imprensa Oficial do Estado – e justamente um cargo que tem função de gerenciar tarefas de eliminação de documentos públicos, de informações relativas ao recolhimento de documentos de guarda permanente, produzidos pela Administração Pública;

Carlos Augusto de Moraes Afonso (Luciano Ayan):

• Ameaça aqueles que questionam as finanças do MBL;
• Dissemina Fake News;
• Criação/Sócio de ao menos 4 empresas de fachada;
• Uso de contas de passagem, indícios de movimentação financeira incompatível perante do fisco federal.

Foram apreendidas diversas mídias digitais, entre celulares, computadores, HDs e pen-drives; documentos impressos, dinheiro e foram encontradas e não apreendidas drogas (maconha) interpretadas para uso pessoal.

Não é possível fornecer mais detalhes e mais informações nesse momento por estar a investigação ainda em curso.

São Paulo, 10 de junho de 2020
GEDEC
GEDEC – GRUPO DE ATUAÇÃO ESPECIAL DE REPRESSÃO À FORMAÇÃO DE CARTEL E A LAVAGEM DE DINHEIRO E DE RECUPERAÇÃO DE ATIVOS FINANCEIROS
Rua Riachuelo, nº 115, 2º andar, Sala 234, Centro, CEP 01007-904, São Paulo/SP
Fone: (11) 3119-7117 Fax: (11) 3119-7118 [email protected]

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