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Maduro adota controle social com inteligência artificial da China

Maduro adota controle social com inteligência artificial da China
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A tecnologia importada do regime comunista da China permite que a ditadura de Nicolás Maduro monitore dois terços dos 30 milhões de cidadãos da Venezuela.

A China não faz distinção entre clientes. Nos últimos dois anos, exportou para países democráticos, como Alemanha, França e Argentina.

Mas, geralmente, este tipo de tecnologia de controle social está sendo importada para regimes com traços autoritários que desejam manter a população e sobre seus opositores sob seu cabresto.

Entre os principais utilizadores do sistema estão a Venezuela, Rússia, Azerbaijão, Armênia, Irã, Turquia, Paquistão, Ruanda e Quênia.

Quando os governos que adotam os softwares fiscalizam manifestações e reuniões de opositores, dão acesso a empresas chinesas a um banco de dados cada vez maior.

Esta ampla capacidade de assimilar informação obtida através das tecnologias exportadas pelo regime comunista está fazendo com que várias nações adotem estratégias para conter a influência chinesa. Não podemos falar o mesmo da Venezuela.

Venezuela é principal exemplo do projeto de controle chinês

A tecnologia chinesa utilizada no Cartão da Pátria abre espaço para a ditadura de Nicolás Maduro monitorar dois terços dos 30 milhões de cidadãos da Venezuela.

A ferramentada importada da China é capaz de cruzar, em menos de 30 segundos, as informações do titular: de exames de sangue à retirada de comida, gastos com gasolina e hábitos na internet.

Mas o experimento chinês de controle social na Venezuela é bem mais amplo.

Além da tecnologia para o Cartão da Pátria, os venezuelanos aceitaram em um pacote de empréstimo chinês uma tecnologia de reconhecimento facial desenvolvida pela empresa CloudWalk Technology, uma startup com sede em Guangzhou.

A tecnologia de última geração de reconhecimento facial é capaz de identificar em poucos segundos qualquer cidadão filmado por uma câmera em lugar público.

No caso venezuelano, as tecnologias permitem ao chavismo estender sua capacidade de vigilância dos cidadãos a níveis alarmantes.

No ano passado, registra o Correio Braziliense, o regime prometeu um bônus financeiro a quem comparecesse nos centros de votação na eleição presidencial. Para receber o bônus, o eleitor precisaria registrar que votou, em uma máquina instalada fora de alguns centros eleitorais.

Ao conceder um subsídio para o cidadão que vote em uma eleição, desde que ele registre seu voto com o cartão da pátria, o chavismo sabe quem votou em determinado distrito eleitoral, mas principalmente quem não votou ou não registrou seu voto com o cartão.

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