Maduro diz que não liga se o mundo não reconhecer eleições

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, desdenhou das críticas internacionais contra a fraudulenta eleição de 20 de maio e ofereceu um “prêmio” àqueles que votarem com um cartão emitido pelo Estado.

As principais forças de oposição estão boicotando a eleição alegando que ela será manipulada a favor do ditador socialista de 55 anos. Os Estados Unidos, a União Europeia e vários vizinhos latino-americanos também consideram o pleito injusto.

Em comício no litoral de Caracas, na noite de quarta-feira (03), Nicolás Maduro declarou:

Então eles não reconhecerão Maduro em todo o mundo. E eu por acaso estou ligando? E eu por acaso estou ligando para o que a Europa e Washington pensam?

Em seu discurso, Maduro e seus comparsas disseram a seus apoiadores que todos aqueles que votarem mostrando um cartão emitido pelo Estado, que é necessário para ter acesso a certos programas sociais, provavelmente receberão “um prêmio muito bom”.

De acordo com informações da UOL:

Ele não deu detalhes, mas críticos afirmam que a iniciativa, e outras concessões de dinheiro antes da votação e de bônus por meio do cartão, equivale à compra de votos. O voto é secreto no país, mas os servidores públicos dizem ser pressionados constantemente a apoiar o governo.

Maduro diz que o sistema eleitoral da Venezuela é o mais limpo do mundo, mas até a Smartmatic, operadora oficial da plataforma de votação, sediada no Reino Unido, denunciou fraudes na eleição de agosto.

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia