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Manifestantes detalham torturas e abusos da ditadura Maduro

Vítimas descrevem tratamento cruel e ameaças das forças de segurança da Venezuela enquanto estiveram presas por participar de protestos contra o ditador Nicolás Maduro.

“Se arraste como um verme!”, gritavam os soldados a Paula Colmenarez Boscán, uma estudante de Direito da Universidade Central da Venezuela, depois de ter sido presa no leste de Caracas em uma manifestação contra Nicolás Maduro, em julho.

A estudante declarou:

Fui presa por dezenas de soldados. Eles me apalparam entre as pernas enquanto me trasladavam numa motocicleta. Cobriram minha cabeça, me bateram e roubaram o celular. Só me libertaram quando uma foto em que aparecia sendo presa se tornou viral.

O exemplo de Paula alertou instâncias internacionais sobre a crescente repressão na Venezuela.

Na terça-feira (2), o Alto Comissariado para os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas advertiu a ditadura da Venezuela pelo uso “generalizado e sistemático” de “força excessiva” contra milhares de manifestantes.

O comunicado denunciou prisões arbitrárias, tratamento cruel e tortura a dissidentes durante os protestos da oposição, que já entraram no quinto mês.

Tamara Taraciuk, da ONG Human Rights Watch (HRW), traça um perfil dos torturados:

São majoritariamente dissidentes ou críticos. Não são apenas aqueles líderes conhecidos da oposição, mas cidadãos comuns que o Governo considera dissidentes simplesmente por participarem de manifestações ou por passarem perto de uma.

 

Leia o restante da matéria no jornal EL PAÍS

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