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Manuela falava sobre ‘escândalo do WhatsApp’ bem antes da Folha

Manuela falava sobre 'escândalo do WhatsApp' bem antes da Folha

Em 25 de setembro, 23 dias antes da reportagem da Folha sobre um suposto financiamento ilegal de disparos de mensagens contra o PT, Manuela D’Ávila já falava sobre o assunto.

Em entrevista à Jovem Pan, a vice de Fernando Haddad (PT) lançou no ar uma suspeita de financiamento ilegal de fake news:

O Antagonista transcreve o trecho e grifa os pontos principais:

Na realidade, o que nós levamos ao TSE é um conjunto de notícias falsas – o que nós chamamos de fake news –, que tiveram uma amplificação muito veloz nas redes sociais e portanto provavelmente [que] tenham sido alvo de financiamento, porque todos nós que agimos nas redes sabemos que uma publicação não vai de mil compartilhamentos a 19 mil compartilhamentos em 10 minutos, como eu vi acontecer com meus próprios olhos, e nós levamos essa notícia ao TSE, porque trata-se de uma notícia falsa, como diversas, mas de um caráter muito mais grave.

“Por quê? Porque ela (notícia) diz – não é nenhuma indireta, é algo bastante direto –, que eu havia monitorado os passos durante o dia inteiro do sujeito que esfaqueou o candidato Jair Bolsonaro, percebam, no mesmo momento que o candidato diz que é vítima de um crime político e que sabe que a Polícia Federal quer abafar o crime.

Portanto cria um ambiente de altíssima intensidade de raiva contra mim, porque, imaginem vocês, um candidato que desperta amores e ódios como Bolsonaro ter sido alvo, em tese, por essa notícia falsa, de uma armação minha.

Então o que nós levamos ao TSE é o pedido que retirem isso do ar, que esclareçam quem são as pessoas que publicam, se há financiamento, se não há financiamento, que descubram a partir de investigação da Polícia Federal os IPs dos computadores que propagaram essa notícia e que forneçam não mais segurança, mas segurança, porque a Polícia Federal não fornece segurança aos candidatos a vice-presidente, como é o meu caso, apenas aos presidentes.

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