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‘Marido de Marina Silva é réu por corrupção’, diz Istoé

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Segundo informações publicadas nesta quinta-feira (6) por Germano Oliveira, editor de política da ISTOÉ, o marido da presidenciável Marina Silva (Rede) é réu por corrupção.

A assessoria de Marina Silva (Rede-PV) divulgou nota nesta sexta-feira (7) para negar acusações publicadas pela revista Istoé sobre a suposta participação do marido da presidenciável, Fábio Vaz de Lima, em irregularidades investigadas pelo Ministério Público Federal.

No texto, os responsáveis pela campanha afirmam que a publicação de denúncias divulgadas em outras ocasiões pela imprensa é uma “retaliação” ao fato de a candidata ter “declinado” o convite de participação em uma sabatina com os presidenciáveis promovida pela revista.

Segue a íntegra da nota publicada pela assessoria de Marina Silva desmentindo a matéria da Istoé:

A campanha de Marina Silva esclarece que são falsas e requentadas as supostas denúncias apresentadas nesta quinta-feira (6) pelo editor de Política da revista Istoé, Germano Oliveira, contra o marido de Marina Silva, Fabio Vaz de Lima.

Um dos casos tem quase 20 anos; o outro, mais de uma década. Ambos já foram tratados diversas vezes pela imprensa. Chama atenção o fato de Istoé ter resolvido trazê-los à baila justamente nesta quinta-feira, um dia depois que a campanha de Marina Silva – devido a limitações logísticas e conflitos de agenda – ter declinado o convite da revista para uma sabatina com os presidenciáveis. O episódio causou irritação ao articulista, manifestada em trocas de mensagens com membros da campanha. Enxergamos a publicação do artigo de Oliveira como retaliação, algo incompatível com o bom jornalismo.

Fabio Vaz de Lima foi citado indevidamente em denúncia feita pelo Ministério Público Federal em 2001 por ter supostamente votado a favor da liberação de financiamento para o projeto da Usina Siderúrgica do Maranhão (Usimar) na reunião do Conselho Deliberativo da extinta Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), no ano anterior.

Fabio nunca fez parte do conselho. No entanto, seu nome consta nos registros da lista de presença da reunião do conselho que apreciou o projeto da siderúrgica. Naquela data, os representantes legais do Estado – o governador à época, Jorge Viana (PT), e seu secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável, Gilberto Siqueira – não puderam estar presentes (todos os Estados da região Norte tinham assento no conselho). O próprio Germano Oliveira aponta isso em seu texto. Fabio, na condição de assessor do governo do Acre, participou como mero observador, já que não tinha direito a voto e voz no encontro. O MPF, porém, achou por bem arrolar na denúncia todas as 18 pessoas presentes à reunião.

O outro episódio diz respeito a supostas irregularidades cometidas em 2004 por Fabio Vaz de Lima com madeira apreendida. A pedido de Marina, o Ministério Público Federal investigou a questão e o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, determinou o arquivamento da denúncia por não enxergar nela “um único elemento de verossimilhança”.

A substituição, por Istoé e seu editor, de critérios jornalísticos por ressentimento, do olho clínico do repórter pelo fígado, nos dá a segurança de ter feito a coisa certa ao cancelar a participação na sabatina.

As informações abaixo foram reproduzidas da matéria do jornalista Germano Oliveira na revista Isto É, as quais foram consideradas falsas pela presidenciável da Rede.

Diga-me com quem andas e eu te direi quem és. Esse adágio popular pode ser aplicado à presidenciável Marina Silva (Rede). Ela se apresenta como toda pura, defensora de uma nova política, sem corruptos no governo, mas esquece de olhar para sua própria casa.

Seu marido, Fábio Vaz de Lima é réu na 6ª Vara da Justiça Federal de São Luis, no Maranhão, por responder a processo por improbidade administrativa. Ele e mais 18 pessoas são acusadas pelo desvio de R$ 44,1 milhões de um projeto da Usimar para a produção de componentes automotivos junto à Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), avaliado em R$ 600 milhões.

Apesar do dinheiro ter sido liberado, o projeto nunca saiu do papel.

O projeto foi aprovado numa reunião do Conselho Deliberativo da Sudam, com a participação do marido de Marina Silva, em dezembro de 2001. Ele participou da reunião em nome do então governador do Acre, Jorge Viana, e do então secretário de Planejamento do Acre, Gilberto Siqueira, que não puderam comparecer.

Como o marido de Marina participou da liberação do dinheiro, está sendo responsabilizado pelo desvio. O processo, de número 200137000080856, chegou a ir para o STF, mas a ministra Cármen Lúcia devolveu-o para a 6ª Vara Federal de São Luis, onde aguarda julgamento.

Fábio Vaz de Lima é acusado ainda de irregularidades no Ibama do Acre, em 2004, no período em que Marina era ministra do Meio Ambiente. Fábio era técnico agrícola e funcionário do governo petista do Acre, quando foi acusado de atos de corrupção no Ibama, no controle do contrabando de madeira.

O caso chegou a ser denunciado na Câmara dos Deputados pelo então deputado Aldo Rebelo, que era do PCdoB, mas que hoje está no Solidariedade. Como se vê, em casa de ferreiro, espeto é de pau.

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