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‘Feminismo é o maior inimigo da literatura’, diz Vargas Llosa

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O escritor peruano vencedor do Prêmio Nobel da Literatura em 2010 deu sua opinião sobre o feminismo em um artigo intitulado “Novas Inquisições” publicado pelo jornal El País.

O feminismo é hoje o mais resoluto inimigo da literatura, que pretende depurá-la do machismo, dos preconceitos múltiplos e das imoralidade“, o subtítulo da matéria deixa claro o posicionamento de Vargas Llosa ao longo do artigo.

O escritor diz que a literatura sempre teve vários inimigos, como por exemplo, a religião, o comunismo, o fascismo, e até mesmo algumas democracias. Mas, nos dias atuais, não existe vilão mais perigoso do que o feminismo.

Não todas as feministas, claro, mas as mais radicais, e por trás delas amplos setores que, paralisados pelo temor de serem considerados reacionários, extremistas e falocratas, apoiam abertamente essa ofensiva antiliterária e anticultural. Por isso quase ninguém se atreveu a protestar aqui na Espanha contra o “decálogo feminista” de sindicalistas que pede a eliminação das salas de aula de autores tão raivosamente machistas como Pablo Neruda, Javier Marías e Arturo Pérez-Reverte.

Mario Vargas Llosa explica porque não devemos julgar a literatura de um ponto de vista ideológico:

Quem pretende julgar a literatura –e creio que isto vale em geral para todas as artes– de um ponto de vista ideológico, religioso e moral sempre se verá em apuros. E das duas uma: ou aceitam que essa atividade esteve, está e sempre estará em conflito com o que é tolerável e desejável a partir de tais perspectivas, e portanto a submetem a controles e censuras que pura e simplesmente acabarão com a literatura, ou se resignam a lhe conceder aquele estatuto de cidadania que poderia significar algo parecido a abrir as jaulas dos zoológicos e deixar que as ruas se encham de feras e alimárias.

E finalizou criticando “aqueles que acreditam que a literatura pode tornar-se decente“:

Aqueles que acreditam que a literatura pode “tornar-se decente”, submetendo-a a cânones que a tornam respeitosa às convenções reinantes, cometem um erro monumental: “isso” que resultaria, uma literatura sem vida e sem mistério, com camisa de força, deixaria sem via de escape aqueles fundos malditos que trazemos dentro, e eles encontrariam então outras formas de se reintegrar à vida. Com que consequências? A desses infernos onde “o mal” se manifesta não nos livros, mas na própria vida, por meio de perseguições e barbáries políticas, religiosas e sociais. O resultado, portanto, é que graças aos incêndios e ferocidades dos livros a vida é menos truculenta e terrível, mais sossegada, e nela os humanos convivem com menos traumas e com mais liberdade. Aqueles que se empenham em que a literatura se torne inofensiva trabalham na verdade para tornar a vida invivível, um território onde, segundo Bataille, os demônios terminariam exterminando os anjos. Queremos isso?

O escrito peruano não está poupando críticas ao pensamento politicamente correto. Semanas atrás, traduzimos uma entrevista imperdível de Vargas Llosa onde ele critica duramente esta agenda progressista.

Com informações de: [ElPaís]

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