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Máscaras cirúrgicas não protegem 100% contra o coronavírus

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O uso de máscaras já é um hábito comum contra a poluição na Ásia, ou como medida de higiene em geral.

As máscaras cirúrgicas são essenciais para as pessoas vivendo nas regiões da China mais afetadas pelo surto de coronavírus, mas não garantem uma proteção de 100% contra a doença.

Com a rápida disseminação da doença, que até agora deixou 131 mortos e mais de 5,5 mil infectados em território chinês, as vendas de máscaras, geralmente baratas e de papel, explodiram na região.

A “eficácia” das máscaras cirúrgicas, no entanto, “não está comprovada”, segundo o Ministério da Saúde da França, informa o jornal Correio Braziliense

“Elas não dão 100% de garantia”, complementa Satoshi Hiroi, membro do Instituto de Saúde Pública de Osaka, no Japão.

“Como não estão completamente presas ao rosto, elas deixam o ar entrar sem filtragem e você pode inalar o vírus”, explica Hiroi. 

Os especialistas também insistem que, após algumas horas, as máscaras devem ser trocadas, aconselhando os tipos mais caros do produto, as chamadas máscaras de proteção respiratória individual, que são compostas por uma peça facial e um dispositivo de filtragem de ar. 

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