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Maternidades da Venezuela sem suprimentos básicos

Milhares de recém-nascidos não podem ser atendidos nas maternidades por problemas que variam desde a escassez de suprimentos básicos até diversas falhas nos equipamentos.

A crise da saúde na Venezuela já tem vários anos, mas o pior é que se aprofunda cada vez mais. E, infelizmente, um dos setores mais afetados, é a medicinal infantil.

Um artigo do jornal El Universal retrata dramas de famílias que precisaram de serviços médicos em hospitais venezuelanos e não conseguiram obter ajuda do Estado.

Por exemplo, a triste história dos gêmeos de Josbely Ojeda, de 27 anos, que deveriam nascer entre 8 e 28 de abril, mas por uma razão desconhecida, a bolsa estourou no sábado passado com apenas 27 semanas de gravidez.

Os dois bebês nasceram com vida, choraram normalmente, mas morreram horas depois por falta de vagas na unidade de tratamento intensivo da maternidade Domingo Luciani na cidade de El Llanito.

Em outro caso, à medida que os dias do parto se aproximava, o casal Marian e Edwin Ordúz, pais de primeira viagem, procuravam um lugar na mesma maternidade El Maternal, em El Valle, onde foi avisada de que o parto não poderia ser feito lá por causa da falta de anestesiologistas, suprimentos e problemas nos quartos cirúrgicos.

Jesús García, diretor médico do Departamento de Saúde Infantil de Caricuao, disse ao jornal:

As intervenções cirúrgicas estão praticamente paralisadas porque não há reagentes para avaliar o sangue e ninguém vai entrar no pavilhão sem a garantia de que haja sangue.

O médico acrescentou que a falta de ocitocina impede a realização de cesarianas, porque este hormônio é essencial para causar contração do útero em caso de sangramento.

“Se não o temos, como está acontecendo agora, existe o risco de a pessoa morrer sangrando”, Jesús adicionou.

 

Com informações de: [Infobae]

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