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MBL e Ayan orientavam ataques na internet, diz ex-colaborador

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
MBL e Ayan orientavam ataques na internet, diz ex-colaborador

“Embora eu não publicasse notícias falsas no Jornalivre, membros do MBL frequentemente nos pediam para fazer isso”, diz ex-colaborador.

Roger Scar atuou como editor-chefe do blog Jornalivre, que existiu entre 2016 e 2018, e era amplamente compartilhado nas redes sociais do Movimento Brasil Livre (MBL).

Em uma carta enviada a deputados federais após o início dos trabalhos da CPMI das Fake News, Scar afirma que o Jornalivre foi criado e era comandado pelo consultor de tecnologia Carlos Augusto de Moraes Afonso, mais conhecido pelo pseudônimo Luciano Ayan.

Em conversa com o site UOL, Scar disse que Ayan fazia a ponte entre o MBL e o Jornalivre:

“Embora eu não publicasse notícias falsas no Jornalivre, membros do MBL frequentemente nos pediam para fazer isso. Em alguns casos, eles mesmos, com acesso ao site, publicavam estas notícias, que eu tratava de excluir assim que descobria.”

Scar acrescentou:

“Quando o MBL tretava com alguém, por exemplo, o (deputado federal) Rodrigo Maia (DEM-RJ), o Ayan chegava com ‘a ordem do dia’. Naquele dia, ele queria que a gente buscasse qualquer coisa útil para publicar contra o Rodrigo Maia, e não precisava ser nada comprovado. Aí, passava algum tempo, às vezes eram dias ou apenas horas, e o MBL fazia as pazes com o Maia. Então, ele pedia para cessar os ataques.”

O editor-chefe do Jornalivre completou:

“Isso aconteceu diversas vezes e com figuras diferentes. A ideia dele [Ayan], naquela época, era a de fazer precisamente o que as milícias bolsonaristas fazem hoje, com assassinato de reputações.”

Em carta enviada aos deputados, Scar afirma que chegou a receber até R$ 2 mil por mês para gerenciar o Jornalivre, além de passar a receber também parte da receita com anúncios do site. Os pagamentos da remuneração mensal, segundo ele, eram feitos por Luciano Ayan.

Em nota enviada ao site UOL, o MBL afirma que as declarações de Roger são “caluniosas e mentirosas”. O texto acrescenta que o movimento “tem um pilar muito sólido com a verdade e respeito aos meios de comunicação”.

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