Médicos criticam falta de higiene de hospitais da Venezuela

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email

Médica que vive no Brasil há três anos lembra situações limites, como atender pacientes no chão.

A dificuldade para encontrar produtos básicos fez com que mães dessem mamadeiras com água onde foi fervido macarrão e batata na esperança de nutrir seus bebês de alguma forma, já que não há mais leite na Venezuela. Isso foi em 2014, mas a médica Elaine Kummerow, de 27 anos, sabe que a situação atual é pior.

Ainda na faculdade, Elaine conviveu com a precariedade do sistema de saúde da Venezuela. Em Valencia, onde vivia, atendeu crianças que tiveram os pais assassinados e tinham de ser mantidas internadas, mesmo saudáveis, para não serem abandonadas.

Ela conta que atendeu pacientes no chão do hospital e usou garrafas de água de contrapeso para corrigir a fratura no ângulo certo.

“Era comum faltar luz e, em uma das vezes, precisamos pedir para residentes fazerem ventilação manualmente nos pacientes, pois a mecânica não funcionava.”, explica Elaine, que mora no Brasil há três anos.

Com a falta de água, a higiene ficava precária e muitas cirurgias tinham de ser canceladas.

“Certas emergências eram aceitas de maneira equivocada só para não deixarmos o paciente morrer na porta do hospital”, continuo a médica.

A ONU e a OEA demonstram preocupação com a crise e pedem que o governo aceite a ajuda internacional.

Em declaração conjunta, cinco especialistas destacaram em relatório que um dos sinais da crise é o fato de que 16 crianças morreram desde o começo do ano em um só hospital, em Lara, por conta das condições de higiene.

 

Adaptado da fonte Estadão

TÓPICOS

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email

Newsletter

Receba as principais notícias do dia, assine nossa newsletter gratuita.