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Médicos de Cuba se rebelam contra ordens da ditadura comunista

“Fico no Brasil nem que tenha que recolher lixo ou varrer rua”, diz um dos médicos que garantem não voltar para Cuba.

Na tarde desta quinta-feira (22), o médico cubano Adrian Brea Sánchez, de 30 anos, recebeu em sua caixa de e-mail uma mensagem da ditadura de Cuba marcando para o próximo dia 5 o voo de retorno dele para Havana.

Segundo o comunicado, a passagem aérea será enviada na véspera da viagem e ele terá que se apresentar no aeroporto de Brasília, mesmo com o médico a mais de mil quilômetros de distância da capital federal.

Desde que chegou ao Brasil em março de 2017 para trabalhar no programa Mais Médicos, Sánchez vive em Pirapetinga, um município de cerca de 10 mil habitantes em Minas Gerais.

Até quarta-feira (21), o cubano dizia que era o único médico de família da cidade, quando foi avisado pela secretaria de saúde municipal que seria desligado do programa por ordem da Organização Pan Americana de Saúde (Opas).

Sánchez, no entanto, já decidiu que não atenderá à convocação da ditadura comunista de seu país.

O médico diz que ficará no Brasil nem que tenha que “trabalhar recolhendo lixo ou varrendo rua”. Ele afirma não acreditar mais no regime cubano e, diferentemente da maioria dos médicos da ilha que estão no Brasil, diz não temer represálias.

Ele não é o único médico cubano criticando a decisão unilateral do regime. Conforme noticiou a Renova Mídia, muitos profissionais de saúde de Cuba estão atacando a ditadura castrista em mensagens no WhatsApp.

Adaptado da fonte O Globo

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