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México vive a época mais sangrenta de sua história

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Fragmentação dos cartéis da droga e a diversificação do negócio provocaram uma mudança no mapa do crime, com uma taxa de 25 assassinatos por 100.000 habitantes em 2017.


Mais de 85 pessoas são assassinadas por dia no México.

Os números publicados na segunda-feira (30) pelo Instituto Nacional de Estatística chocam um país que em 2017 sofreu a época mais sangrenta de sua história. E a tendência indica que ano que vem ocorrerá novo recorde.

Ainda pior do que nos anos em que os mortos eram contados em dezenas, em que as capas dos jornais nacionais anunciavam grandes chacinas e os dados de 2011 – em plena guerra contra o tráfico de drogas – escandalizaram toda a nação.

No ano passado morreram assassinadas 31.174 pessoas – a grande maioria por arma de fogo –, 6.615 a mais do que em 2016 e mais do que o dobro de oito anos atrás.

Os dados apresentados pelo órgão são baseados nos relatórios forenses das vítimas e nos prontuários de investigação e são os mais certeiros publicados nos últimos meses.

O México entrou pela primeira vez na taxa de 25 mortes por 100.000 habitantes, à frente do índice de crimes da Colômbia (24) e se aproximando da taxa brasileira (29), tradicionalmente muito superior.

 

Adaptado do EL País

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