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Milhares podem morrer na Venezuela sem material para diálise

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Cerca de 17 mil pessoas estão em risco de morrer na Venezuela por falta de material para diálise, um dos muitos insumos médicos em severa escassez na ditadura de Nicolás Maduro.

População protestou nas cidades de Maracaibo e Barquisimeto para exigir que a ditadura importe rapidamente o necessário para os tratamentos.

Francisco Valencia, diretor da ONG Codevida, que defende o direito à saúde, advertiu à AFP que um homem morreu nessa quinta (01/02) no estado de Barinas por não pode fazer a diálise:

São quase 17 mil pessoas que estão em risco. Se esgotaram os filtros que fazem a função do rim nas diálises. Se não forem atendidos, vão morrer imediatamente.

Carmen Padilla, de 44 anos, que espera um trasplante de rim, também relatou:

Temo pela minha vida. Não recebo uma boa diálise desde sábado. Na terça-feira apenas me dialisaram duas horas, que não é suficiente, e não sei quando poderão me atender de novo porque não há material.

Padilla acrescentou por telefone:

Estou com muito líquido e hoje nos disseram que vai chegar material apenas para 100 dialisadores no estado, quando somos mais de 1.300 pacientes.

Segundo o jornal El Nacional, 32 dos 129 centros de hemodiálise do país estão fora de serviço por falta de inventário.

A escassez de remédios na Venezuela para doenças de alto custo, como o câncer, chega a 95%, enquanto os essenciais, como contra hipertensão, é de 85%, de acordo com a Federação Farmacêutica.

Com informações de: [IstoE]

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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