Milícia de Maduro executa mais de 500 pessoas na Venezuela

Mais de 500 pessoas foram executadas na Venezuela por membros da milícia Operações de Libertação do Povo (OLP), de acordo com denúncias da ex-procuradora-geral venezuelana Luísa Ortega Díaz.

A ex-procuradora chavista denunciou:

As OLP são uma operação de segurança cidadã implementada pelo Governo em 2015. Atacam a população sob a política do extermínio. Mais de 500 pessoas foram executadas por membros da OLP. A polícia, além de executar os cidadãos, semeava provas.

Segundo o diário venezuelano El Nacional, a denúncia aconteceu em Genebra, na Suíça, durante o fórum “Venezuela: terror from the left” (Venezuela: terror da esquerda).

Também participaram do fórum o ex-secretário da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Santiago Cantón, o coordenador da ONG Programa Venezuelano de Educação e Ação em Direitos Humanos, Rafael Uzcategui, e a ativista de direitos humanos Lilian Tintori, mulher do político venezuelano Leopoldo López (atualmente em prisão domiciliar), esta última através de videoconferência.

A ex-procuradora geral Luísa Ortega Díaz foi destituída depois de acusar o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela de provocar uma “rutura da ordem constitucional” ao emitir uma sentença em que assumia as funções do parlamento venezuelano, onde a oposição detém a maioria, e outra levantando a imunidade dos parlamentares.

Ao ser questionada sobre quais as razões pelas quais se afastou do regime, a magistrada explicou que os seus “princípios lhe indicaram que tinha de trabalhar em função dos direitos humanos”.

 

Com informações de: [DN]

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Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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