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Milícias crescem e ocupam mais comunidades no Rio do que o tráfico

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Dez anos depois de uma CPI que investigou os milicianos, poder desses grupos se ampliou. E, de “mal menor” que prometia banir os traficantes, eles passaram a aterrorizar as comunidades onde se instalaram.

De acordo com informações da Gazeta do Povo:

Passados dez anos da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro – que indiciou mais de 200 pessoas –, esses grupos paramilitares ampliaram seu protagonismo no estado. A investigação parlamentar apontou envolvimento de policiais, agentes penitenciários e bombeiros, além de políticos que os protegiam, e resultou na prisão de alguns dos seus principais chefes. A atividade criminosa, porém, continuou. Agora, esses grupos exibem publicamente a sua força, apesar de o tráfico de drogas dominar as atenções em razão dos constantes tiroteios.

Segundo o deputado estadual Marcelo Freixo (PSol), que presidiu a CPI e até hoje circula com seguranças armados por causa das frequentes ameaças, as milícias já dominam território maior que o de traficantes. Segundo especialistas, pelo menos 200 comunidades estão tomadas por elas.

Uma matéria publicada pelo portal UOL também destaca a rápida expansão das milícias no estado do Rio de Janeiro:

Especialistas ouvidos pelo Estado estimam que as milícias estejam em mais de 200 territórios do Rio. Elas se expandem por bairros da zona norte e oeste da capital e por municípios da região metropolitana e da Baixada Fluminense em direção a Nova Iguaçu e São João de Meriti, e disputam áreas com o tráfico. Na região, já houve casos em que os milicianos desfilaram nas ruas exibindo seus fuzis e metralhadoras.

O delegado Claudio Ferraz, ex-chefe da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, nomeado em 2007 com o intuito de combater as milícias, lembra que à época esses grupos eram considerados um “mal menor”. Quando começaram a eleger vereadores e deputados, o poder público passou a atuar contra eles. “Hoje não há mais áreas neutras, as milícias entraram em todas. Com o enfraquecimento das UPPs, novos vácuos estão abrindo para elas. Por isso o Rio está pegando fogo”, analisa Ferraz.

A jornalista Liana Costa do Metrópoles informa que o problema não está restrito ao Rio. Ao menos 15 outros Estados do Brasil sofrem com a atuação de milícias.

O fenômeno das milícias, contudo, está longe de ser uma exclusividade do Rio de Janeiro. Dados levantados pelo Ministério dos Direitos Humanos (MDH) a pedido do Metrópoles revelam denúncias de atuação de grupos milicianos em 15 outras unidades da Federação, entre os anos de 2016 e 2017. Os registros, realizados a partir da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (Disque 100), expõem uma prática criminosa observada em todas as regiões do país.

De acordo com as informações do MDH, Pernambuco teve o maior número de denúncias, com nove ocorrências, seguido de Bahia (8), Minas Gerais (8), Pará (5) e Rio Grande do Norte (5). Outros 11 estados não registraram queixas nos últimos dois anos.

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