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Miranda envolve Greenwald e diz ser alvo de perseguição

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
Miranda envolve Greenwald e diz ser alvo de perseguição

Miranda vê as investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro como “uma perseguição via aparato estatal”.

O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) alegou estar sendo alvo de uma “perseguição via aparato estatal” por causa da divulgação pelo site panfletário Intercept de mensagens hackeadas de autoridades brasileiras. A página tem como editor e cofundador o seu marido Glenn Greenwald.

A declaração foi feita ao jornal O Globo após divulgação, nesta quarta-feira (11), de informações sobre um relatório do COAF, que apontou “movimentações atípicas” de R$ 2,5 milhões em sua conta bancária.

Procurado pelo jornal, através de sua equipe, Miranda afirmou que o cargo de deputado não é a sua única fonte de renda.

O deputado explicou que depósitos fracionados detectados pelo COAF vêm dessa outra fonte, uma empresa de turismo da qual é sócio com Greenwald.

O relatório também considera “suspeita de ocultação de origem” uma série de depósitos de valores que giravam entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil, feitos em espécie. De acordo com investigadores, existe a possibilidade de um esquema de “rachadinha”, onde ocorreria a devolução de parte dos salários ao parlamentar do PSOL.

Ainda em conversa com O Globo, Miranda afirmou que “diante da ausência de provas e evidências sobre qualquer ilegalidade, não há dúvida de que (a investigação) é uma retaliação”.

Para ele, “a suposição que motivou o pedido de quebra de sigilo não faz sentido” e “é óbvio que é uma resposta ao trabalho do The Intercept Brasil na cobertura da Vaza-Jato”.

Miranda vê as investigações como “uma perseguição via aparato estatal” e afirmou que está “providenciando os extratos da conta da empresa que originou os saques e correspondentes depósitos” e que está à disposição da Justiça.

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