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Moro diz à PF que não acusou Bolsonaro de crime algum

Tarciso Morais

Tarciso Morais

'Grande distorção', diz Moro sobre mensagens hackeadas
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Moro disse que não acusou o presidente de crime algum, e que isso cabe aos investigadores.

Sergio Moro, ex-ministro da Justiça, afirmou, que o presidente da República, Jair Bolsonaro, pediu em fevereiro, por mensagem de celular, para indicar um novo superintendente para a Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro.

A declaração foi feita pelo ex-juiz em oitiva com a PF e Procuradoria Geral da República (PGR), no último sábado (2).

Em uma das mensagens, segundo o ex-ministro, Bolsonaro afirmou: “Moro, você tem 27 superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro”.

Em outro trecho, Moro afirmou que Bolsonaro teria dito que iria interferir em todos os Ministérios e, quanto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, se não pudesse trocar o superintendente da PF no Rio, trocaria o diretor-geral, Maurício Valeixo, e o próprio ministro da Justiça.

No entanto, apesar de compartilhar estas informações com a PF, o portal G1 destaca que Moro não acusou Bolsonaro de ter cometido um crime:

“Por diversas vezes durante o depoimento, segundo o relatório, Moro diz que não acusou o presidente de crime algum, e que isso cabe aos investigadores.”

A informação condiz com matéria publicada pelo portal UOL horas atrás. De acordo com o colunista Rubens Valente:

“Ele [Moro] disse aos investigadores da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) que não acusou Bolsonaro de um crime e que esse juízo caberá às “instituições competentes”.

Para Moro, o relato que ele fez no último dia 24 sobre as pressões de Bolsonaro, quando pediu demissão do cargo, foi uma narrativa de interferência política — que ele confirmou e repetiu aos investigadores no seu depoimento. Assim, ele evitou acusar o presidente diretamente de algum artigo previsto no Código Penal ou na Lei 1979/50, que estabelece os crimes de responsabilidade cometidos pelo presidente da República.”

O ex-ministro também está sendo investigado no inquérito por possível crime de denunciação caluniosa.

Recentemente, Moro disse ter compreendido a movimentação da Procuradoria-Geral da República (PGR) como intimidatória:

“Entendi que a requisição de abertura desse inquérito que me aponta como possível responsável por calúnia e denunciação caluniosa foi intimidatória. Dito isso, quero afirmar que estou à disposição das autoridades.”

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