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Moro diz que abriu mão de pagamento como colunista da Crusoé

CNJ nega abertura de investigação contra Sergio Moro
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“Então, saiba o leitor que está lendo uma coluna escrita ‘pro bono’”, diz Moro em coluna na Crusoé. 

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou, nesta sexta-feira (3), que pediu a suspensão dos pagamentos combinados para exercer a função de colunista na revista Crusoé.

A informação foi divulgada pelo próprio Moro ao final de texto publicado hoje na revista:

“Um procurador do TCU entendeu que eu não posso cobrar, durante o período de quarentena imposta por ter deixado o cargo de ministro, para escrever artigos, mesmo tendo a atividade sido autorizada prévia e expressamente pela Comissão de Ética da Presidência da República.”

O ex-juiz afirmou que continuará escrevendo a coluna semanal na revista de graça até uma decisão sobre a validade da remuneração:

“Enquanto isso não é resolvido – e longe de mim querer encrenca com o TCU – pedi aos editores a suspensão dos pagamentos (ainda não havia recebido nenhum). Então, saiba o leitor que está lendo uma coluna escrita ‘pro bono’. Posso até parafrasear o Chico Buarque e aconselhar o leitor: ‘leia esta coluna que eu lhe dou de graça’.”

O pedido de Moro vem na esteira de uma manifestação do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, que pediu esclarecimentos sobre seus novos contratos de trabalho após um pedido do Ministério Público (MP) para suspensão do salário de aproximadamente R$ 30 mil do ex-ministro.

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