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Moro elenca 9 supostos indícios de interferência de Bolsonaro na PF

Tarciso Morais

Tarciso Morais

‘Moro tá ficando quase um político’, diz Bolsonaro
Imagem: REUTERS/Adriano Machado
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Em depoimento à PF, Moro destacou nove “elementos de prova” dos seus relatos de interferência de Bolsonaro.

O ex-ministro Sérgio Moro elencou evidências que supostamente confirmariam as acusações de “interferência política” do presidente da República, Jair Bolsonaro, no comando da corporação.

Ao fim de seu depoimento à Polícia Federal (PF), no último sábado (2), Moro destacou nove “elementos de prova” dos seus relatos.

Os pontos elencados por Moro no depoimento foram divulgados inicialmente pelo blog O Antagonista na tarde desta terça-feira (5). O conteúdo foi confirmado em seguida pelos jornais Gazeta do Povo e Estadão

Segue a lista das informações apresentadas por Moro que comprovariam a interferência do chefe do Executivo na PF:

1) O depoimento que estava sendo realizado naquele dia por ele;

2) A mensagem que recebeu de Jair Bolsonaro em 23 de abril de 2020 — com o link de nota de O Antagonista e o comentário “mais um motivo para a troca” — e as demais mensagens disponibilizadas durante o depoimento;

3) Todo o histórico de pressões do presidente para trocar o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, por duas vezes, e o diretor-geral da corporação, que, inclusive, foram objetos de declarações públicas do próprio Bolsonaro;

4) As declarações do presidente da República, em pronunciamento, nas quais admite a intenção de trocar dois superintendentes, inclusive novamente o do Rio de Janeiro, sem apresentar motivos; e o reconhecimento de Bolsonaro de que um dos motivos para a troca era obter acesso ao que ele chama de “relatórios de inteligência” produzidos pela PF;

5) As declarações do presidente em 22 de abril de 2020, na reunião com o conselho de ministros, e que devem ter sido gravadas (como é de praxe), nas quais ele admite a intenção de substituir o superintendente da PF no Rio de Janeiro, o diretor-geral da corporação e até o ministro da Justiça e da Segurança Pública; no mesmo contexto, Bolsonaro admite sua insatisfação com o não acesso ao que ele chama de “relatórios de inteligência” da PF;

6) A possibilidade de serem requisitados à Abin, no âmbito da investigação em curso, os protocolos de encaminhamento dos relatórios de inteligência produzidos com base em informações repassadas à agência de inteligência pela PF, que demonstrariam que o presidente da República já tinha, portanto, acesso às informações de inteligência da PF às quais legalmente ele tem direito;

7) A possibilidade desses protocolos serem solicitados também à Diretoria de Inteligência da PF;

8) As declarações do ex-ministro que podem ser confirmadas por integrantes da PF e por ministros militares do governo;

9) A disponibilização do aparelho celular do ex-ministro para a extração das mensagens trocadas, via Whatsapp, com Jair Bolsonaro e com a deputada federal Carla Zambelli.

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