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Moro suspeita de queima de arquivo em assassinato de testemunha

O juiz Sergio Moro pediu uma manifestação do Ministério Público Federal, em até cinco dias, sobre o assassinato do empresário e político petista José Roberto Soares Vieira, que contribuiu com a força-tarefa da Lava Jato.

De acordo com informações da Gazeta do Povo:

O empresário afirmou que seu ex-sócio, José Antonio de Jesus, recebia pagamentos de empresas contratadas por subsidiárias da Petrobras sem ter prestado qualquer serviço. O Ministério Público Federal chegou a pedir prisão temporária de José Roberto Soares Vieira, indeferida por Moro ao deflagrar a operação. O empresário teve os bens bloqueados.

José Antonio de Jesus é réu em ação penal sobre corrupção e lavagem de dinheiro. Atualmente, o processo está aguardando a apresentação de resposta preliminar pela defesa do ex-gerente da Transpetro. No dia 21 de novembro de 2017, data da Operação Sothis, 47.ª fase da Lava Jato, José Roberto Soares Vieira, alvo de buscas e apreensões, prestou depoimento à Polícia Federal.

Com base no depoimento da vítima, o MPF rastreou pagamentos de R$ 2,3 milhões supostamente em benefício do ex-gerente da Transpetro.

Segundo o portal Antagonista, o juiz Moro declarou sobre a execução de José Roberto Soares Vieira:

Infelizmente, há notícia muito grave do assassinato do acusado José Roberto Soares Vieira em 17 de janeiro no curso da ação penal, o que ainda está em apuração. Não se pode excluir a possibilidade de que o homicídio esteja relacionado a esta ação penal, já que, na fase de investigação, o referido acusado aparentemente confessou seus crimes e revelou crimes de outros.

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