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Morte no Carrefour é evidência de racismo, diz ONU Brasil

Morte no Carrefour é evidência de racismo, diz ONU Brasil
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ONU Brasil manifesta solidariedade à família de João Alberto Silveira Freitas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil divulgou uma nota pública sobre o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, por seguranças de uma loja do Carrefour, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul

No texto, a ONU aponta que a morte de Freitas “é um ato que evidencia as diversas dimensões do racismo e as desigualdades encontradas na estrutura social brasileira”. 

A publicação segue dizendo que “milhões de negras e negros continuam a ser vítimas de racismo, discriminação racial e intolerância, incluindo suas formas mais cruéis e violentas”.  

A organização também afirma que o debate sobre a eliminação do racismo é “urgente e necessário”. 

Apesar dos comentários da ONU Brasil, a delegada Roberta Bertoldo, que é responsável pela investigação do homicídio qualificado, afirmou que “não há indícios de racismo até o momento”, como noticiou a RenovaMídia.

Leia a íntegra da nota da ONU Brasil: 

“A ONU Brasil manifesta solidariedade à família de João Alberto Silveira Freitas, que foi brutalmente agredido na noite de 19 de novembro de 2020 e veio a óbito em seguida, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. 

A violenta morte de João, às vésperas da data em que se comemora o Dia da Consciência Negra no Brasil, é um ato que evidencia as diversas dimensões do racismo e as desigualdades encontradas na estrutura social brasileira. Milhões de negras e negros continuam a ser vítimas de racismo, discriminação racial e intolerância, incluindo as suas formas mais cruéis e violentas. 

Dados oficiais apontam que a cada 100 homicídios no país, 75 são de pessoas negras. O debate sobre a eliminação do racismo e da discriminação racial é, portanto, urgente e necessário, envolvendo todas e todos os agentes da sociedade, inclusive o setor privado. 

A proibição da discriminação racial está consagrada em todos os principais instrumentos internacionais de direitos humanos e também na legislação brasileira. 

A ONU Brasil insta as autoridades brasileiras a garantirem a plena e célere investigação do caso e clama por punição adequada dos responsáveis, por reparação integral a familiares da vítima e pela adoção de medidas que previnam que situações semelhantes se repitam. Convida também toda a sociedade brasileira, a partir da Campanha Vidas Negras, a participar ativamente da construção de uma sociedade igualitária e livre do racismo.” 

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