PUBLICIDADE. ANUNCIE AQUI!

MPF investiga compra de vacina indiana pelo governo Bolsonaro

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email

A dose da Covaxin negociada pelo governo é a mais cara entre todas em aplicação no Brasil.

PUBLICIDADE. ANUNCIE AQUI!

Um contrato firmado entre o Ministério da Saúde e a empresa Precisa, que representa o laboratório Bharat Biotech, da Índia, está na mira do Ministério Público Federal (MPF). 

O acordo, que foi assinado durante a gestão do general Eduardo Pazuello, resultou no acordo para compra de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin pelo valor de R$ 1,6 bilhão.

No entanto, até agora, o Brasil não efetuou o pagamento do acordo, nem recebeu nenhuma dose do imunizante.

Em conversa com a imprensa, nesta quarta-feira (23), o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garantiu que nenhuma dose da vacina indiana foi comprada pelo governo.

De acordo com dados consolidados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a dose da Covaxin negociada pelo governo de Jair Bolsonaro é a mais cara entre todas as que foram contratadas em meio à pandemia de coronavírus.

Enquanto a dose da vacina fornecida pela Oxford-AstraZeneca custa, em média, R$ 19,87, a administração federal aceitou pagar R$ 80,7 por dose da Covaxin.

Em despacho assinado no dia 16 de junho, a procuradora da República, Luciana Loureiro, que vinha conduzindo as investigações na esfera cível, apontou indícios de crime na aquisição.

No texto, Loureiro disse que a “omissão de atitudes corretivas” e o alto preço pago pelo governo pelas doses do imunizante fazem com que o caso seja investigado na esfera criminal:

“A omissão de atitudes corretiva da execução do contrato, somada ao histórico de irregularidades que pesa sobre os sócios da empresa PRECISA e ao preço elevado pago pelas doses contratadas, em comparação com as demais, torna a situação carecedora de apuração aprofundada, sob duplo aspecto cível e criminal uma vez que, a princípio, não se justifica a temeridade do risco assumido pelo Ministério da Saúde com essa contratação, a não ser para atender a interesses divorciados do interesse público.”

Ainda em seu despacho, a procuradora lembrou que a Precisa tem, entre seus sócios, a empresa Global Saúde, que é investigada por ter fechado um contrato com o governo federal há alguns anos para o fornecimento de remédios que não foram entregues. 

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE. ANUNCIE AQUI!

TÓPICOS

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE. ANUNCIE AQUI!
PUBLICIDADE. ANUNCIE AQUI!

Encontrou um erro?

Para comunicar um erro de português, de informação ou técnico, preencha o formulário abaixo.