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MPT diz que falta negros em novela da Rede Globo

Além de questionar elenco da nova novela Segundo Sol, órgão pede levantamento sobre número de negros na emissora.

O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) encaminhou um documento à Rede Globo para que a emissora adeque o roteiro e a produção da novela “Segundo Sol“, que vai estrear na próxima segunda-feira (14), para que o folhetim tenha uma “devida representação racial”.

Ambientada na Bahia, estado com o maior percentual de população negra do Brasil, a novela tem sido alvo de críticas pelo baixo número de atores negros em seu elenco.

De acordo com informações do JOTA:

Segundo o MPT, que enviou 14 recomendações à emissora, chegou ao órgão uma denúncia no sentido de que a Globo “não estaria observando o respeito à representatividade negra, violando inclusive normas de promoção da igualdade do estado do Rio de Janeiro e da Bahia”.

Além de recomendações à nova novela, o MPT ainda quer a elaboração “imediata” de um censo dos trabalhadores que prestam serviços à empresa, empregados ou não, com recorte de raça/cor e gênero, de forma integral e com indicadores de gerência e diretorias.

A Procuradoria ainda pede um levantamento sobre a representação das pessoas negras e o número de artistas negros e negras que aparecem em telenovelas, séries, propagandas, programas de entretenimento entre outros produtos, produzidos pela empresa bem como o de jornalistas e comentaristas.

A novela havia sido criticada por sites de esquerda nas últimas semanas por conta da elevada quantidade de brancos no elenco. O site Catraca Livre, por exemplo, falou sobre esta questão:

A Rede Globo divulgou na última segunda-feira, 23, a primeira chamada da novela “Segundo Sol”, que substituirá “O Outro Lado do Paraíso” no horário nobre da emissora, e os internautas criticaram as primeiras cenas da trama por mostrar uma “Bahia branca demais”.

Nos comentários da página do Gshow no Facebook, onde o teaser foi liberado, muitas pessoas questionaram se “essa novela é gravada na Europa” por só ter “branco”. “Isso não é Bahia, não”, afirmou um rapaz. “Tô até agora procurando um personagem preto”, escreveu uma mulher.

Houve também quem criticasse a falta de atores baianos e a diferença do sotaque dos profissionais que dão vida aos personagens da novela, que são oriundos de outros estados.

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