Mulheres recebem ameaças após vídeo de apoio a Bolsonaro viralizar

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A empresária Solange Pereira Lopes, de Dourados, gravou um vídeo no celular junto de suas amigas declarando apoio ao pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL). No entanto, ela não esperava uma repercussão tão grande.

O vídeo do grupo “Musas de Direita de Mato Grosso do Sul” foi publicado nas redes sociais no último sábado (30), e tem mais de 300 mil visualizações só na página de Solange.

Fazemos parte do Exército de Bolsonaro 😌Bolsonaro não é machista , não é homofóbico e não é racista .Bolsonaro é um homem de bem , um Patriota , que assim como todos nós , ama seu país e quer vê- lo prosperar .Se vc é mulher , se vc apoia Bolsonaro , assim como nos, manifeste seu apoio em suas redes sociais . Faça um vídeo vc tb , individual ou com suas amigas , do seu cel mesmo , e diga ao nosso Brasil 🇧🇷 que Estamos em tempos de mudança e renovação 🙏⚜️⚜️Mandem seu vídeo para este WhatsApp 67 99994-0910⚜️⚜️🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷Jair Messias Bolsonaro Eduardo Bolsonaro Flavio Bolsonaro Carlos Bolsonaro

Posted by Musas De Direita Do Mato Grosso Do Sul on Saturday, June 30, 2018

Pouco tempo depois, algumas páginas no Facebook contrárias ao presidenciável começaram a compartilhar o vídeo, chegando aos milhões de visualizações.

“Na verdade nós fizemos um vídeo simples de celular, jamais tive a intenção de viralizar”, relata Solange.

A conservadora conta que depois de a gravação repercutir, o grupo de mulheres começou a receber ameaças e ofensas pela internet.

O caso foi parar na polícia, depois que a professora de Educação Física, Mireni Betina, que aparece no vídeo, ter sido ameaçada e ter o seu número de telefone clonado e compartilhado em grupos de anúncio, recebendo ligações a todo momento.

“Vieram falar que iriam me estuprar já que eu ‘apoio um homem que defende estupro’, que eu merecia um tiro”, conta Mireni. “Que eu deveria voltar para o fogão porque sou mulher, que eu sou vagabunda e milhões de termos chulos”, lamenta a professora.

Ela conta que resolveu registrar um boletim de ocorrência depois que as ofensas começaram a virar ameaças. “Porque se fosse somente uma discussão política, jamais eu iria recorrer à polícia, porque cada um tem uma opinião e pronto, cabe a nós respeitar”, diz.

Mireni diz que sofreu com tamanho repúdio por ser “mulher e branca”. “Levei os prints e os áudios e eles vão analisar”, afirma. O caso foi registrado em boletim de ocorrência nesta terça-feira (3), na Primeira Delegacia de Polícia de Dourados.

A organizadora do grupo, Solange Lopes, explica que não entende motivo de tantas ofensas.

‘Eu fiquei um pouco chateada, pois eu só fiz um vídeo declarando apoio ao Bolsonaro, não entrei em assuntos como homossexualismo, cotas raciais, machismo, questões polêmicas’, declarou.

“Se um dia ele me decepcionar eu vou mudar voto e vou publicar isso”, diz ainda a empresária.

Para ela, o motivo para tanta repressão é que as pessoas não investigam a fundo as propostas de Bolsonaro.

‘O eleitor quer coisas mastigadas, pois tem preguiça de pesquisa e de pensar’, afirmou.

Apesar das ofensas, Solange diz ter reagido de forma “muito natural” à repercussão do vídeo:

Foi a primeira vez que isso aconteceu comigo, a gente não tá acostumada com críticas, mas não vai ser xingando as pessoas nas redes sociais que você vai resolver as coisas.

 

Com informações da Midia Max

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