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Na Venezuela, dormir rende mais que trabalhar

Tarciso Morais

Tarciso Morais

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Os salários baixíssimos fazem com que gasto de trabalhadores com transporte e alimentação supere remuneração.

Não há dado confiável sobre o desemprego na Venezuela. A medição costumava ser feita com base em pesquisas residenciais abandonadas há três anos.

De acordo com o economista Omar Zambrano, da Universidade Central da Venezuela, mesmo que os levantamentos fossem retomados, haveria distorção porque boa parte dos consultados não busca colocação no mercado.

O jornal Estadão traz a história do pedreiro Juan Rudá para exemplificar a situação catastrófica no país controlado pela ditadura comunista de Nicolás Maduro:

Há quatro meses sem trabalho, o pedreiro Juan Rudá, de 53 anos, chega pontualmente às 6 horas e senta-se em uma mureta diante do edifício em construção no bairro Las Mercedes, em Caracas. Vai embora às 14 horas, sem o emprego que esperava. Esta é sua rotina diária desde fevereiro, mesmo sabendo que hoje no país é mais rentável dormir que trabalhar, em função do achatamento do salário mínimo.

Rudá luta para conquistar o que em muitos países é considerado trabalho escravo. A vaga que ambiciona paga 41 mil bolívares por dia, o equivalente a US$ 0,05, pela cotação da moeda americana no mercado negro, que hoje regula a economia do país. Só em comida e passagens para chegar até o lugar da obra, seu gasto supera isso. Trabalhar deixou tecnicamente de ser rentável. E não só para ele.

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