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Não há leis para proteger os homens vítimas de violência doméstica

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Não há leis para proteger os homens vítimas de violência doméstica
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Em um número muito maior do que as pessoas imaginam, homens também são vítimas de violência doméstica. E não há lei para protegê-los.

No Reino Unido, por exemplo, estima-se que ocorram 720 mil casos de violência doméstica contra homens todos os anos.

Esta quantidade significa que os homens representam 40% das vítimas de todos os casos de violência doméstica no país europeu. A maior parte das agressões, contudo, não é denunciada.

Como em geral homens são fisicamente mais fortes do que as mulheres, a sociedade entende que eles têm mais chance de conterem uma agressão.

Essa ideia, no entanto, desconsidera que mulheres violentas frequentemente usam instrumentos como facas e tesouras para atacar os parceiros.

A sociedade e a imprensa parece não perceber que o abuso nas relações conjugais independe de gênero e que a violência doméstica contra os homens é um tabu.

A ManKind Initiative, uma das principais entidades a enfrentarem o problema, aponta que 80% dos homens atendidos dizem que nunca contaram o que passaram a ninguém.

Nos países da América Latina, a situação é ainda pior, segundo reportagem do jornal Gazeta do Povo.

De acordo com Nelia Tello, professora da Escola Nacional de Assistência Social do México (UNAM), o silêncio que rodeia a violência doméstica contra homens é causado pelo machismo.

Homens têm receio de serem julgados como “menos homens” porque sofreram agressão por parte de uma mulher, por isso as próprias vítimas buscam acobertar os episódios.

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